Playa Giron (Silvio Rodriguez)
Compañeros poetas,
tomando en cuenta los últimos sucesos
en la poesía, quisiera preguntar
——me urge—,
¿qué tipo de adjetivos se deben usar
para hacer el poema de un barco
sin que se haga sentimental, fuera de la vanguardia
o evidente panfleto,
si debo usar palabras como
Flota Cubana de Pesca y
«Playa Girón»?
Compañeros de música,
tomando en cuenta esas politonales
y audaces canciones, quisiera preguntar
—me urge—,
¿qué tipo de armonía se debe usar
para hacer la canción de este barco
con hombres de poca niñez, hombres y solamente
hombres sobre cubierta,
hombres negros y rojos y azules,
los hombres que pueblan el «Playa Girón»?
Compañeros de historia,
tomando en cuenta lo implacable
que debe ser la verdad, quisiera preguntar
—me urge tanto—,
¿qué debiera decir, qué fronteras debo respetar?
Si alguien roba comida
y después da la vida, ¿qué hacer?
¿Hasta donde debemos practicar las verdades?
¿Hasta donde sabemos?
Que escriban, pues, la historia, su historia,
los hombres del «Playa Girón».
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Times they are a changing (Bob Dylan)
The Times They Are A-Changin' (Bob Dylan)
Come gather 'round people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You'll be drenched to the bone.
If your time to you
Is worth savin'
Then you better start swimmin'
Or you'll sink like a stone
For the times they are a-changin'.
Come writers and critics
Who prophesize with your pen
And keep your eyes wide
The chance won't come again
And don't speak too soon
For the wheel's still in spin
And there's no tellin' who
That it's namin'.
For the loser now
Will be later to win
For the times they are a-changin'.
Come senators, congressmen
Please heed the call
Don't stand in the doorway
Don't block up the hall
For he that gets hurt
Will be he who has stalled
There's a battle outside
And it is ragin'.
It'll soon shake your windows
And rattle your walls
For the times they are a-changin'.
Come mothers and fathers
Throughout the land
And don't criticize
What you can't understand
Your sons and your daughters
Are beyond your command
Your old road is rapidly agin'
Please get out of the new one
If you can't lend your hand
For the times they are a-changin'.
The line it is drawn
The curse it is cast
The slow one now
Will later be fast
As the present now
Will later be past
The order is
Rapidly fadin'.
And the first one now
Will later be last
For the times they are a-changin'.
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Los tiempos están cambiando (Roberto Dylan)
Reunanse, gente
Dondequiera que vaguen
Y admitan que las aguas
Alrededor crecieron
Y acepten que pronto
Estarán empapados hasta los huesos
Si su tiempo para ustedes
Merece ser salvado
Mejor empiecen a nadar
O se van a hundir como piedras
Porque los tiempos están cambiando
Vengan, escritores y críticos
Que profetizan con sus lapiceras
Y mantengan los ojos abiertos
La oportunidad no va a volver
Y no se apresuren para hablar
Porque la rueda aún sigue girando
Y no se puede decir a quién nombra
Porque el perdedor de ahora
Mas adelante ganará
Los tiempos están cambiando
Vengan senadores y congresistas
Por favor escuchen el llamado
No se paren en la puerta
No bloqueen la sala
Porque el herido
Será el que haya estancado
Hay una batalla afuera
Y está rabiando
Pronto sacudirá sus ventanas
Y golpeará sus puertas
Porque los tiempos están cambiando
Vengan madres y padres
A traves de la tierra
Y no critiquen
lo que no pueden entender
Sus hijos hijos e hijas
Están más allá de su comando
Su antiguo camino envejece rapidamente
Por favor salgan del nuevo
Si no pueden ayudar
Porque los tiempos están cambiando
La línea está trasada
El curso está moldeado
El lento de hoy
Luego será el rápido
Y el presente hoy
Luego será el pasado
El orden
Rapidamente se esfuma
Y el primero hoy
Luego será el último
Porque los tiempos están cambiando
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Pato trabaja en una carnicería (Moris)
Todo empezó con el chiste que decía
lo tuyo es mío y lo mío es mío
no comprendimos que eso sería
lo que algún día nos heriría
fueron los días, los días de oro
y el sol brillaba sin preguntar
después crecimos y nos fuimos del barrio
pato trabaja en una carnicería
tiempos aquellos de rosedales
novias de Flores, primeros cigarrillos
nunca al colegio, siempre la vida
y las mañanas del sol aquel
hemos crecido y visto el mundo en los diarios
el comunismo resultó complicado
lo tuyo es mío y lo mío es mío
nos ha llevado a la indiferencia
tenés excusas, los otros tienen
que te mantengan para eso están
sos el burgués mas corrompido que existe
y te engañas pensando que sos un hippie
vos explotas a todos y no das nada
y eso es ser el peor capitalista
cuando tenés, te hacés el burro
vivís de arriba, que asco me das
vos te reís del mundo y de las personas
pero querés que el mundo te alimente
otros te proporcionan lo necesario
y vos seguís creyendo que es lo corriente
que inútil sos, que mantenido
mírate un poco, baja de ahí
siempre estás en artista y te hacés el genio
cultivas tu aire ausente y despreocupado
porque te supergusta hacerte el raro
y tu fama te tiene muy preocupado
te haces copar, como engañas
sos de mentira y no servís.
pato trabaja en una carnicería
pato trabaja en una carnicería
pato trabaja en una carnicería
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O que será
O que será, que será?
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Que estão falando alto pelos botecos
E gritam nos mercados que com certeza
Está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho...
O que será, que será?
Que vive nas idéias desses amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados
Que está na romaria dos mutilados
Que está na fantasia dos infelizes
Que está no dia a dia das meretrizes
No plano dos bandidos dos desvalidos
Em todos os sentidos...
Será, que será?
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido...
O que será, que será?
Que todos os avisos não vão evitar
Por que todos os risos vão desafiar
Por que todos os sinos irão repicar
Por que todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E mesmo o Padre Eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo...(2x)
Lá lá lá lá lá……..
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Fado tropical (Chico Buarque)
Incluida en una obra de teatro con Ruy Guerra, hace una analogia entre el Brasil antiguo, portugal y brasil de la dictadura...
Chico Buarque - Fado Tropical
Oh, musa do meu fado
oh, minha mãe gentil
te deixo consternado
no primeiro abril
mas não sê tão ingrata
não esquece quem te amou
e em tua densa mata
se perdeu e se encontrou
ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
ainda vai tornar-se um imenso portugal
"sabe, no fundo eu sou um sentimental
todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo...(além da
sífilis, é claro)*
mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."
Com avencas na caatinga
alecrins no canavial
licores na moringa
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Samba de Orly
(Habla sobre el exilio)
Vai, meu irmão
Pega esse avião
Você tem razão de correr assim
Desse frio, mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão
Pede perdão
Pela duração dessa temporada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa
Pede perdão
Pela omissão um tanto forçada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
Se puder me manda
Uma notícia boa
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Meu caro amigo
(Claramente habla del exilio, mundial del 78 etc)
Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus
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Calice (Chico y Gilberto Gil)
Calice en Portugues es callesé y tambien cáliz (Grande muchachos!)
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...(2x)
Como beber
Dessa bebida amarga
Tragar a dor
Engolir a labuta
Mesmo calada a boca
Resta o peito
Silêncio na cidade
Não se escuta
De que me vale
Ser filho da santa
Melhor seria
Ser filho da outra
Outra realidade
Menos morta
Tanta mentira
Tanta força bruta...
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
Como é difícil
Acordar calado
Se na calada da noite
Eu me dano
Quero lançar
Um grito desumano
Que é uma maneira
De ser escutado
Esse silêncio todo
Me atordoa
Atordoado
Eu permaneço atento
Na arquibancada
Prá a qualquer momento
Ver emergir
O monstro da lagoa...
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
De muito gorda
A porca já não anda
(Cálice!)
De muito usada
A faca já não corta
Como é difícil
Pai, abrir a porta
(Cálice!)
Essa palavra
Presa na garganta
Esse pileque
Homérico no mundo
De que adianta
Ter boa vontade
Mesmo calado o peito
Resta a cuca
Dos bêbados
Do centro da cidade...
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
Talvez o mundo
Não seja pequeno
(Cálice!)
Nem seja a vida
Um fato consumado
(Cálice!)
Quero inventar
O meu próprio pecado
(Cálice!)
Quero morrer
Do meu próprio veneno
(Pai! Cálice!)
Quero perder de vez
Tua cabeça
(Cálice!)
Minha cabeça
Perder teu juízo
(Cálice!)
Quero cheirar fumaça
De óleo diesel
(Cálice!)
Me embriagar
Até que alguém me esqueça
(Cálice!)
--------------------------
Chico Buarque - Apesar De Você
(Forma copada de bajarle linea al dictador)
Hoje você é quem manda
falou, tá falado
não tem discussão
a minha gente hoje anda
falando de lado
e olhando pro chão, viu
você que inventou esse estado
e inventou de inventar
toda a escuridão
você que inventou o pecado
esqueceu-se de inventar
o perdão
Apesar de você
amanhã há de ser
outro dia
eu pergunto a você
onde vai se esconder
da enorme euforia
--------------------------------------------
Gente humilde
(Uno de los primeros temas de Chico, opinen ustedes...)
Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar
São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar
--------------------------------------
Los dinosaurios
Los amigos del barrio pueden desaparecer
Los cantores de radio pueden desaparecer
Los que están en los diarios pueden desaparecer
La persona que amas puede desaparecer.
Los que están en el aire pueden desaparecer en el aire
Los que están en la calle pueden desaparecer en la calle.
Los amigos del barrio pueden desaparecer,
Pero los dinosaurios van a desaparecer.
No estoy tranquilo mi amor,
Hoy es sábado a la noche,
Un amigo está en cana.
Oh mi amor
Desaparece el mundo
Si los pesados mi amor llevan todo ese montón de equipajes en la mano
Oh mi amor yo quiero estar liviano.
Cuando el mundo tira para abajo
es mejor no estar atado a nada
Imaginen a los dinosaurios en la cama
Cuando el mundo tira para abajo
es mejor no estar atado a nada
Imaginen a los dinosaurios en la cama
Los amigos del barrio pueden desaparecer
Los cantores de radio pueden desaparecer
Los que están en los diarios pueden desaparecer
La persona que amas puede desaparecer.
Los que están en el aire pueden desaparecer en el aire
Los que están en la calle pueden desaparecer en la calle.
Los amigos del barrio pueden desaparecer,
Pero los dinosaurios van a desaparecer.
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Mi novia es terrosista (Albert Pla)
Tu novia es un encanto y tú estás tan enamorado
por eso le perdonas sus deslices sus engaños
pero tu cariño no es tan ciego
ves muy claro su secreto
ella tiene otra vida más siniestra y clandestina
tu novia es una terrorista
ejecuta y ajusticia y atenta contra el sistema
tiene este cruel defecto pero en fin nadie es perfecto
lo prefiero lo consiento antes que su pasatiempo
sea coleccionar sellos
sea ponerme los cuernos
porque un romance muerto es un romance menos
una comisaría ha sufrido un atentado
tres jóvenes policías murieron acribillados
claro que es más comercial el coche bomba a un coronel
cuatro quilos de expolsivos
le mandan directo al cielo
que matanza que sangría
debería denunciarla pero igual la culpa es mia
quizás necesite ayuda mi comprensión mi cariño
quizás si le hubiera dado más amor se habría olvidado
de cargarse policías sin manías sin prejuicios
un policía muerto un policía menos
según fuentes del gobierno esta tarde una explosión
ha mandao a tomar por culo los retretes del congreso
se atribuye el atentado a un sector nacionalista
que se caga en el sistema y revindica con violencia
libertad independencia
tú sabes que eso es mentira
que la culpa es de tu novia
se ha cargao tres diputaos la democracia agoniza
que problema de conciencia a quien piensas serle infiel
a tu novia o a tu patria tú decides mientras tanto
un político muerto un político menos
le han pegao cuatro tiros por la calle a un militar
a sangre fría a bocajarro paseaba con su hijito
pudiste haber evitado este cruel asesinato
el destino de ese niño huérfano estaba en tus manos
no te estremece su llanto
jesusito de mi vida que eres niño como yo
di porqué han matao a mi papá toy solito
que haré yo
cómo perdonarle esto ha ido demasiado lejos
necesito tu consejo
que hago la dejo o no la dejo
un militar muerto un militar menos
no claro
es que quizás busque en otra parte
lo que nunca supe darle
ilusiones y alicientes para poder realizarse
mi silencio está cantando apología al terrorismo
me siento responsable y cómplice de su barbarie
por celoso y por cobarde
pero es que me horroriza estar sin ella
no sabría hacerme a la idea
que le ocurra una desgracia o caiga en acto de servicio
el día menos pensado me despierto y estoy viudo
y sin ella estoy perdido ya nada tiene sentido
porque una novia muerta es una novia menos.
Albert Pla
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Canción de Alicia en el país
Quién sabe Alicia éste país
no estuvo hecho porque sí.
Te vas a ir, vas a salir
pero te quedas,
¿dónde más vas a ir?
Y es que aquí, sabes
el trabalenguas trabalenguas
el asesino te asesina
y es mucho para ti.
Se acabó ese juego que te hacía feliz.
No cuentes lo que viste en los jardines, el sueño acabó.
Ya no hay morsas ni tortugas
Un río de cabezas aplastadas por el mismo pie
juegan cricket bajo la luna
Estamos en la tierra de nadie, pero es mía
Los inocentes son los culpables, dice su señoría,
el Rey de espadas.
No cuentes lo que hay detrás de aquel espejo,
no tendrás poder
ni abogados, ni testigos.
Enciende los candiles que los brujos
piensan en volver
a nublarnos el camino.
Estamos en la tierra de todos, en la vida.
Sobre el pasado y sobre el futuro,
ruinas sobre ruinas,
querida Alicia.
Se acabó ese juego que te hacía feliz.
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Masters of war
Come you masters of war
You that build all the guns
You that build the death planes
You that build the big bombs
You that hide behind walls
You that hide behind desks
I just want you to know
I can see through your masks
You that never done nothin'
But build to destroy
You play with my world
Like it's your little toy
You put a gun in my hand
And you hide from my eyes
And you turn and run farther
When the fast bullets fly
Like Judas of old
You lie and deceive
A world war can be won
You want me to believe
But I see through your eyes
And I see through your brain
Like I see through the water
That runs down my drain
You fasten the triggers
For the others to fire
Then you set back and watch
When the death count gets higher
You hide in your mansion
As young people's blood
Flows out of their bodies
And is buried in the mud
You've thrown the worst fear
That can ever be hurled
Fear to bring children
Into the world
For threatening my baby
Unborn and unnamed
You ain't worth the blood
That runs in your veins
How much do I know
To talk out of turn
You might say that I'm young
You might say I'm unlearned
But there's one thing I know
Though I'm younger than you
Even Jesus would never
Forgive what you do
Let me ask you one question
Is your money that good
Will it buy you forgiveness
Do you think that it could
I think you will find
When your death takes its toll
All the money you made
Will never buy back your soul
And I hope that you die
And your death'll come soon
I will follow your casket
In the pale afternoon
And I'll watch while you're lowered
Down to your deathbed
And I'll stand o'er your grave
'Til I'm sure that you're dead
Vengan señores de la guerra,
ustedes que construyen todas las armas,
ustedes que construyen los aviones de muerte,
ustedes que construyen las grandes bombas,
ustedes que se esconden detrás de paredes,
ustedes que se esconden detrás de escritorios,
sólo quiero que sepan
que puedo ver detrás de sus máscaras.
Ustedes que nunca hicieron nada
excepto construir para destruir,
ustedes juegan con mi mundo
como si fuera juguetito de ustedes,
ponen un arma en mi mano
y se esconden de mis ojos
y se dan vuelta y corren alejándose
cuando vuelan rápidas las balas
Como antes Judas,
mienten y engañan.
Una guerra mundial puede ganarse
(me quieren hacer creer)
pero veo a través de sus ojos,
y veo a través de sus cerebros,
como veo a través del agua
que corre por mi alcantarilla.
Ustedes ajustan los gatillos
para que otros disparen
y luego retroceden y observan.
Cuando el número de muertos asciende
se esconden en sus mansiones
mientras la sangre de los jóvenes
se escapa de sus cuerpos
y se entierra en el barro.
Ustedes arrojaron el peor miedo
que alguien pudo haber lanzado:
el miedo a traer niños
al mundo
por amenazar a mi hijo
aún no nacido, sin nombre,
no merecen la sangre
que corre por sus venas.
¿Cuánto sé
como para hablar cuando no corresponde?
Ustedes podrían decir que soy joven,
podrían decir que no tengo educación,
pero hay una cosa que sé,
pese a ser más joven que ustedes:
incluso Jesús nunca
perdonaría lo que ustedes hacen.
Déjenme preguntarles una cosa:
¿el dinero que tienen es tan bueno
como para comprarles el perdón?
¿Piensan que tendría ese poder?
Creo que se darán cuenta
cuando les llegue la hora de la muerte
que todo el dinero que ganaron
nunca servirá para recuperar sus almas.
Y espero que mueran
y que la muerte les llegue pronto;
yo seguiré sus ataúdes
en la pálida tarde,
y observaré mientras los bajan
hasta su lecho último,
y me quedaré parado frente a sus tumbas
hasta asegurarme que estén muertos.
-------------------------------------
En mi país, que tristeza,
La pobreza y el rencor.
Dice mi padre que ya llegará
Desde el fondo del tiempo otro tiempo
Y me dice que el sol brillará
Sobre un pueblo que él sueña
Labrando su verde solar.
En mi país que tristeza,
La pobreza y el rencor.
Tú no pediste la guerra,
Madre tierra, yo lo sé.
Dice mi padre que un solo traidor
Puede con mil valientes;
Él siente que el pueblo, en su inmenso dolor,
Hoy se niega a beber en la fuente
Clara del honor.
Tú no pediste la guerra,
Madre tierra, yo lo sé.
En mi país somos duros:
El futuro lo dirá.
Canta mi pueblo una canción de paz.
Detrás de cada puerta
Está alerta mi pueblo;
Y ya nadie podrá
Silenciar su canción
Y mañana también cantará.
En mi país somos duros:
El futuro lo dirá.
En mi país, que tibieza,
Cuando empieza a amanecer.
Dice mi pueblo que puede leer
En su mano de obrero el destino
Y que no hay adivino ni rey
Que le pueda marcar el camino
Que va a recorrer.
En mi país, que tibieza,
Cuando empieza a amanecer.
Coro:
En mi país somos miles y miles
De lágrimas y de fusiles,
Un puño y un canto vibrante,
Una llama encendida, un gigante
Que grita: ¡adelante... adelante!
-------------------------------------
Por qué tu paso dolido
del norte hacia el sur,
el pie que no supo,
el pie que no supo
de risa o de luz?
Tu padre abandona la tierra
de Tacuarembó
buscando su tierra,
una tierra suya,
y nunca la halló.
Encuentra la triste basura
donde viven mil,
encuentra la muerte,
encuentra el silencio
de aquel cantegril.
El Chueco, redondos los ojos
y sin pizarrón,
mirando a la madre,
mirando al hermano,
aprende el dolor.
La luna, semana a semana,
lo ha visto vagar
armado de espuma,
buscando una orilla
como busca el mar.
El Chueco no sabe de orilla
ni sabe de mar,
él sabe de rabia,
de rabia que apunta
y no quiere matar.
Asalta el banco y comparte
con el cantegril,
como antes el hambre,
como antes el hambre,
comparte el botín.
Así les canto la historia
del Chueco Maciel,
suena la sirena,
suena la sirena,
ya vienen por él.
Los diarios publican dos balas,
son diez o son mil,
mil ojos que miran,
mil ojos que miran
desde el cantegril.
El chueco era un uruguayo
de Tacuarembó,
de paso dolido,
de paso dolido,
de paso dolido.
Los chuecos se junten bien juntos,
bien juntos los pies,
y luego caminen buscando la patria,
la patria de todos, la patria Maciel,
esta patria chueca que no han de torcer
con duras cadenas los pies todos juntos
hemos de vencer.
---------------------------------
Por qué tu paso dolido
del norte hacia el sur,
el pie que no supo,
el pie que no supo
de risa o de luz?
Tu padre abandona la tierra
de Tacuarembó
buscando su tierra,
una tierra suya,
y nunca la halló.
Encuentra la triste basura
donde viven mil,
encuentra la muerte,
encuentra el silencio
de aquel cantegril.
El Chueco, redondos los ojos
y sin pizarrón,
mirando a la madre,
mirando al hermano,
aprende el dolor.
La luna, semana a semana,
lo ha visto vagar
armado de espuma,
buscando una orilla
como busca el mar.
El Chueco no sabe de orilla
ni sabe de mar,
él sabe de rabia,
de rabia que apunta
y no quiere matar.
Asalta el banco y comparte
con el cantegril,
como antes el hambre,
como antes el hambre,
comparte el botín.
Así les canto la historia
del Chueco Maciel,
suena la sirena,
suena la sirena,
ya vienen por él.
Los diarios publican dos balas,
son diez o son mil,
mil ojos que miran,
mil ojos que miran
desde el cantegril.
El chueco era un uruguayo
de Tacuarembó,
de paso dolido,
de paso dolido,
de paso dolido.
Los chuecos se junten bien juntos,
bien juntos los pies,
y luego caminen buscando la patria,
la patria de todos, la patria Maciel,
esta patria chueca que no han de torcer
con duras cadenas los pies todos juntos
hemos de vencer.
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-----------------------------------------
Caras conchetas, miradas berretas
y hombres encajados en fiorucci.
oigo "dame" y "quiero" y "no te metas"
"te gustó el nuevo bertolucci?".
La rubia tarada, bronceada, aburrida,
me dice "por qué te pelaste?"
y yo "por el asco que dá tu sociedad.
por el pelo de hoy cuánto gastaste?"
Un pseudo punkito, con el acento finito
quiere hacer el chico malo.
tuerce la boca, se arregla el pelito,
se toma un trago y vuelve a belgrano.
Basta! me voy, rumbo a la puerta
y después al boliche a la esquina
a tomar una ginebra con gente despierta.
esta si que es argentina!
-------------------------------------------
El Necio (Silvio Rodriguez)
Para no hacer de mi ícono pedazos,
para salvarme entre únicos e impares,
para cederme un lugar en su Parnaso,
para darme un rinconcito en sus altares.
me vienen a convidar a arrepentirme,
me vienen a convidar a que no pierda,
mi vienen a convidar a indefinirme,
me vienen a convidar a tanta mierda.
Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.
Yo quiero seguir jugando a lo perdido,
yo quiero ser a la zurda más que diestro,
yo quiero hacer un congreso del unido,
yo quiero rezar a fondo un hijonuestro.
Dirán que pasó de moda la locura,
dirán que la gente es mala y no merece,
más yo seguiré soñando travesuras
(acaso multiplicar panes y peces).
Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.
Dicen que me arrastrarán po sobre rocas
cuando la Revolución se venga abajo,
que machacarán mis manos y mi boca,
que me arrancarán los ojos y el badajo.
Será que la necedad parió conmigo,
la necedad de lo que hoy result anecio:
la necedad de asumir al enemigo,
la necedad de vivir sin tener precio.
Yo no se lo que es el destino,
caminando fui lo que fui.
Allá Dios, que será divino.
Yo me muero como viví.
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Un pac-man en el Savoy
Intérprete: Los Redonditos de Ricota
Todo lo que está en mi nube
es nada más que tu sermón fatal,
si tu grito es un ladrido
y mi cuchillo es un rayo cruel.
Toda esa batería de risa rubia
de barrio especial,
las nuevas supersticiones,
la bobera de un nuevo pac-man.
Nuestro pac-man no es de nadie,
pero el mono es de él.
A veces gana, a veces pierde
(como todo jugador).
Un buen par de ojos de vidrio
y tu mirada tiende a mejorar
las nuevas supersticiones,
la bobera del nuevo pac-man.
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Yo Pisaré Las Calles Nuevamente
Pablo Milanés
Composição: Pablo Milanés
Yo pisaré las calles nuevamente
de lo que fue Santiago ensangrentada,
y en una hermosa plaza liberada
me detendré a llorar por los ausentes.
Yo vendré del desierto calcinante
y saldré de los bosques y los lagos,
y evocaré en un cerro de Santiago
a mis hermanos que murieron antes.
Yo unido al que hizo mucho y poco
al que quiere la patria liberada
dispararé las primeras balas
más temprano que tarde, sin reposo.
Retornarán los libros, las canciones
que quemaron las manos asesinas.
Renacerá mi pueblo de su ruina
y pagarán su culpa los traidores.
Un niño jugará en una alameda
y cantará con sus amigos nuevos,
y ese canto será el canto del suelo
a una vida segada en La Moneda.
Yo pisaré las calles nuevamente
de lo que fue Santiago ensangrentada,
y en una hermosa plaza liberada
me detendré a llorar por los ausentes
--------------------------Playa Giron (Silvio Rodriguez)
Compañeros poetas,
tomando en cuenta los últimos sucesos
en la poesía, quisiera preguntar
——me urge—,
¿qué tipo de adjetivos se deben usar
para hacer el poema de un barco
sin que se haga sentimental, fuera de la vanguardia
o evidente panfleto,
si debo usar palabras como
Flota Cubana de Pesca y
«Playa Girón»?
Compañeros de música,
tomando en cuenta esas politonales
y audaces canciones, quisiera preguntar
—me urge—,
¿qué tipo de armonía se debe usar
para hacer la canción de este barco
con hombres de poca niñez, hombres y solamente
hombres sobre cubierta,
hombres negros y rojos y azules,
los hombres que pueblan el «Playa Girón»?
Compañeros de historia,
tomando en cuenta lo implacable
que debe ser la verdad, quisiera preguntar
—me urge tanto—,
¿qué debiera decir, qué fronteras debo respetar?
Si alguien roba comida
y después da la vida, ¿qué hacer?
¿Hasta donde debemos practicar las verdades?
¿Hasta donde sabemos?
Que escriban, pues, la historia, su historia,
los hombres del «Playa Girón».
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Times they are a changing (Bob Dylan)
The Times They Are A-Changin' (Bob Dylan)
Come gather 'round people
Wherever you roam
And admit that the waters
Around you have grown
And accept it that soon
You'll be drenched to the bone.
If your time to you
Is worth savin'
Then you better start swimmin'
Or you'll sink like a stone
For the times they are a-changin'.
Come writers and critics
Who prophesize with your pen
And keep your eyes wide
The chance won't come again
And don't speak too soon
For the wheel's still in spin
And there's no tellin' who
That it's namin'.
For the loser now
Will be later to win
For the times they are a-changin'.
Come senators, congressmen
Please heed the call
Don't stand in the doorway
Don't block up the hall
For he that gets hurt
Will be he who has stalled
There's a battle outside
And it is ragin'.
It'll soon shake your windows
And rattle your walls
For the times they are a-changin'.
Come mothers and fathers
Throughout the land
And don't criticize
What you can't understand
Your sons and your daughters
Are beyond your command
Your old road is rapidly agin'
Please get out of the new one
If you can't lend your hand
For the times they are a-changin'.
The line it is drawn
The curse it is cast
The slow one now
Will later be fast
As the present now
Will later be past
The order is
Rapidly fadin'.
And the first one now
Will later be last
For the times they are a-changin'.
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Los tiempos están cambiando (Roberto Dylan)
Reunanse, gente
Dondequiera que vaguen
Y admitan que las aguas
Alrededor crecieron
Y acepten que pronto
Estarán empapados hasta los huesos
Si su tiempo para ustedes
Merece ser salvado
Mejor empiecen a nadar
O se van a hundir como piedras
Porque los tiempos están cambiando
Vengan, escritores y críticos
Que profetizan con sus lapiceras
Y mantengan los ojos abiertos
La oportunidad no va a volver
Y no se apresuren para hablar
Porque la rueda aún sigue girando
Y no se puede decir a quién nombra
Porque el perdedor de ahora
Mas adelante ganará
Los tiempos están cambiando
Vengan senadores y congresistas
Por favor escuchen el llamado
No se paren en la puerta
No bloqueen la sala
Porque el herido
Será el que haya estancado
Hay una batalla afuera
Y está rabiando
Pronto sacudirá sus ventanas
Y golpeará sus puertas
Porque los tiempos están cambiando
Vengan madres y padres
A traves de la tierra
Y no critiquen
lo que no pueden entender
Sus hijos hijos e hijas
Están más allá de su comando
Su antiguo camino envejece rapidamente
Por favor salgan del nuevo
Si no pueden ayudar
Porque los tiempos están cambiando
La línea está trasada
El curso está moldeado
El lento de hoy
Luego será el rápido
Y el presente hoy
Luego será el pasado
El orden
Rapidamente se esfuma
Y el primero hoy
Luego será el último
Porque los tiempos están cambiando
----------------
Pato trabaja en una carnicería (Moris)
Todo empezó con el chiste que decía
lo tuyo es mío y lo mío es mío
no comprendimos que eso sería
lo que algún día nos heriría
fueron los días, los días de oro
y el sol brillaba sin preguntar
después crecimos y nos fuimos del barrio
pato trabaja en una carnicería
tiempos aquellos de rosedales
novias de Flores, primeros cigarrillos
nunca al colegio, siempre la vida
y las mañanas del sol aquel
hemos crecido y visto el mundo en los diarios
el comunismo resultó complicado
lo tuyo es mío y lo mío es mío
nos ha llevado a la indiferencia
tenés excusas, los otros tienen
que te mantengan para eso están
sos el burgués mas corrompido que existe
y te engañas pensando que sos un hippie
vos explotas a todos y no das nada
y eso es ser el peor capitalista
cuando tenés, te hacés el burro
vivís de arriba, que asco me das
vos te reís del mundo y de las personas
pero querés que el mundo te alimente
otros te proporcionan lo necesario
y vos seguís creyendo que es lo corriente
que inútil sos, que mantenido
mírate un poco, baja de ahí
siempre estás en artista y te hacés el genio
cultivas tu aire ausente y despreocupado
porque te supergusta hacerte el raro
y tu fama te tiene muy preocupado
te haces copar, como engañas
sos de mentira y no servís.
pato trabaja en una carnicería
pato trabaja en una carnicería
pato trabaja en una carnicería
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O que será
O que será, que será?
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Que estão falando alto pelos botecos
E gritam nos mercados que com certeza
Está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho...
O que será, que será?
Que vive nas idéias desses amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados
Que está na romaria dos mutilados
Que está na fantasia dos infelizes
Que está no dia a dia das meretrizes
No plano dos bandidos dos desvalidos
Em todos os sentidos...
Será, que será?
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido...
O que será, que será?
Que todos os avisos não vão evitar
Por que todos os risos vão desafiar
Por que todos os sinos irão repicar
Por que todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E mesmo o Padre Eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo...(2x)
Lá lá lá lá lá……..
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Samba de Orly
Vai, meu irmão
Pega esse avião
Você tem razão de correr assim
Desse frio, mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão
Pede perdão
Pela duração dessa temporada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa
Pede perdão
Pela omissão um tanto forçada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E pros da pesada
Diz que vou levando
Vê como é que anda
Aquela vida à toa
Se puder me manda
Uma notícia boa
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Meu caro amigo
Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão
Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus
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Calice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...(2x)
Como beber
Dessa bebida amarga
Tragar a dor
Engolir a labuta
Mesmo calada a boca
Resta o peito
Silêncio na cidade
Não se escuta
De que me vale
Ser filho da santa
Melhor seria
Ser filho da outra
Outra realidade
Menos morta
Tanta mentira
Tanta força bruta...
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
Como é difícil
Acordar calado
Se na calada da noite
Eu me dano
Quero lançar
Um grito desumano
Que é uma maneira
De ser escutado
Esse silêncio todo
Me atordoa
Atordoado
Eu permaneço atento
Na arquibancada
Prá a qualquer momento
Ver emergir
O monstro da lagoa...
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
De muito gorda
A porca já não anda
(Cálice!)
De muito usada
A faca já não corta
Como é difícil
Pai, abrir a porta
(Cálice!)
Essa palavra
Presa na garganta
Esse pileque
Homérico no mundo
De que adianta
Ter boa vontade
Mesmo calado o peito
Resta a cuca
Dos bêbados
Do centro da cidade...
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
Pai! Afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue...
Talvez o mundo
Não seja pequeno
(Cálice!)
Nem seja a vida
Um fato consumado
(Cálice!)
Quero inventar
O meu próprio pecado
(Cálice!)
Quero morrer
Do meu próprio veneno
(Pai! Cálice!)
Quero perder de vez
Tua cabeça
(Cálice!)
Minha cabeça
Perder teu juízo
(Cálice!)
Quero cheirar fumaça
De óleo diesel
(Cálice!)
Me embriagar
Até que alguém me esqueça
(Cálice!)
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Los dinosaurios
Los amigos del barrio pueden desaparecer
Los cantores de radio pueden desaparecer
Los que están en los diarios pueden desaparecer
La persona que amas puede desaparecer.
Los que están en el aire pueden desaparecer en el aire
Los que están en la calle pueden desaparecer en la calle.
Los amigos del barrio pueden desaparecer,
Pero los dinosaurios van a desaparecer.
No estoy tranquilo mi amor,
Hoy es sábado a la noche,
Un amigo está en cana.
Oh mi amor
Desaparece el mundo
Si los pesados mi amor llevan todo ese montón de equipajes en la mano
Oh mi amor yo quiero estar liviano.
Cuando el mundo tira para abajo
es mejor no estar atado a nada
Imaginen a los dinosaurios en la cama
Cuando el mundo tira para abajo
es mejor no estar atado a nada
Imaginen a los dinosaurios en la cama
Los amigos del barrio pueden desaparecer
Los cantores de radio pueden desaparecer
Los que están en los diarios pueden desaparecer
La persona que amas puede desaparecer.
Los que están en el aire pueden desaparecer en el aire
Los que están en la calle pueden desaparecer en la calle.
Los amigos del barrio pueden desaparecer,
Pero los dinosaurios van a desaparecer.
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Canción de Alicia en el país
Quién sabe Alicia éste país
no estuvo hecho porque sí.
Te vas a ir, vas a salir
pero te quedas,
¿dónde más vas a ir?
Y es que aquí, sabes
el trabalenguas trabalenguas
el asesino te asesina
y es mucho para ti.
Se acabó ese juego que te hacía feliz.
No cuentes lo que viste en los jardines, el sueño acabó.
Ya no hay morsas ni tortugas
Un río de cabezas aplastadas por el mismo pie
juegan cricket bajo la luna
Estamos en la tierra de nadie, pero es mía
Los inocentes son los culpables, dice su señoría,
el Rey de espadas.
No cuentes lo que hay detrás de aquel espejo,
no tendrás poder
ni abogados, ni testigos.
Enciende los candiles que los brujos
piensan en volver
a nublarnos el camino.
Estamos en la tierra de todos, en la vida.
Sobre el pasado y sobre el futuro,
ruinas sobre ruinas,
querida Alicia.
Se acabó ese juego que te hacía feliz.
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Masters of war
Come you masters of war
You that build all the guns
You that build the death planes
You that build the big bombs
You that hide behind walls
You that hide behind desks
I just want you to know
I can see through your masks
You that never done nothin'
But build to destroy
You play with my world
Like it's your little toy
You put a gun in my hand
And you hide from my eyes
And you turn and run farther
When the fast bullets fly
Like Judas of old
You lie and deceive
A world war can be won
You want me to believe
But I see through your eyes
And I see through your brain
Like I see through the water
That runs down my drain
You fasten the triggers
For the others to fire
Then you set back and watch
When the death count gets higher
You hide in your mansion
As young people's blood
Flows out of their bodies
And is buried in the mud
You've thrown the worst fear
That can ever be hurled
Fear to bring children
Into the world
For threatening my baby
Unborn and unnamed
You ain't worth the blood
That runs in your veins
How much do I know
To talk out of turn
You might say that I'm young
You might say I'm unlearned
But there's one thing I know
Though I'm younger than you
Even Jesus would never
Forgive what you do
Let me ask you one question
Is your money that good
Will it buy you forgiveness
Do you think that it could
I think you will find
When your death takes its toll
All the money you made
Will never buy back your soul
And I hope that you die
And your death'll come soon
I will follow your casket
In the pale afternoon
And I'll watch while you're lowered
Down to your deathbed
And I'll stand o'er your grave
'Til I'm sure that you're dead
Vengan señores de la guerra,
ustedes que construyen todas las armas,
ustedes que construyen los aviones de muerte,
ustedes que construyen las grandes bombas,
ustedes que se esconden detrás de paredes,
ustedes que se esconden detrás de escritorios,
sólo quiero que sepan
que puedo ver detrás de sus máscaras.
Ustedes que nunca hicieron nada
excepto construir para destruir,
ustedes juegan con mi mundo
como si fuera juguetito de ustedes,
ponen un arma en mi mano
y se esconden de mis ojos
y se dan vuelta y corren alejándose
cuando vuelan rápidas las balas
Como antes Judas,
mienten y engañan.
Una guerra mundial puede ganarse
(me quieren hacer creer)
pero veo a través de sus ojos,
y veo a través de sus cerebros,
como veo a través del agua
que corre por mi alcantarilla.
Ustedes ajustan los gatillos
para que otros disparen
y luego retroceden y observan.
Cuando el número de muertos asciende
se esconden en sus mansiones
mientras la sangre de los jóvenes
se escapa de sus cuerpos
y se entierra en el barro.
Ustedes arrojaron el peor miedo
que alguien pudo haber lanzado:
el miedo a traer niños
al mundo
por amenazar a mi hijo
aún no nacido, sin nombre,
no merecen la sangre
que corre por sus venas.
¿Cuánto sé
como para hablar cuando no corresponde?
Ustedes podrían decir que soy joven,
podrían decir que no tengo educación,
pero hay una cosa que sé,
pese a ser más joven que ustedes:
incluso Jesús nunca
perdonaría lo que ustedes hacen.
Déjenme preguntarles una cosa:
¿el dinero que tienen es tan bueno
como para comprarles el perdón?
¿Piensan que tendría ese poder?
Creo que se darán cuenta
cuando les llegue la hora de la muerte
que todo el dinero que ganaron
nunca servirá para recuperar sus almas.
Y espero que mueran
y que la muerte les llegue pronto;
yo seguiré sus ataúdes
en la pálida tarde,
y observaré mientras los bajan
hasta su lecho último,
y me quedaré parado frente a sus tumbas
hasta asegurarme que estén muertos.
-------------------------------------
Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece
Que acontece de repente
Feito um desejo de eu viver
Sem me notar
Igual a como
Quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem
Vindo de trem de algum lugar
E aí me dá
Como uma inveja dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar
São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores tristes e baldias
Como a alegria
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito
De eu não ter como lutar
E eu que não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar
--------------------------------------
En mi país, que tristeza,
La pobreza y el rencor.
Dice mi padre que ya llegará
Desde el fondo del tiempo otro tiempo
Y me dice que el sol brillará
Sobre un pueblo que él sueña
Labrando su verde solar.
En mi país que tristeza,
La pobreza y el rencor.
Tú no pediste la guerra,
Madre tierra, yo lo sé.
Dice mi padre que un solo traidor
Puede con mil valientes;
Él siente que el pueblo, en su inmenso dolor,
Hoy se niega a beber en la fuente
Clara del honor.
Tú no pediste la guerra,
Madre tierra, yo lo sé.
En mi país somos duros:
El futuro lo dirá.
Canta mi pueblo una canción de paz.
Detrás de cada puerta
Está alerta mi pueblo;
Y ya nadie podrá
Silenciar su canción
Y mañana también cantará.
En mi país somos duros:
El futuro lo dirá.
En mi país, que tibieza,
Cuando empieza a amanecer.
Dice mi pueblo que puede leer
En su mano de obrero el destino
Y que no hay adivino ni rey
Que le pueda marcar el camino
Que va a recorrer.
En mi país, que tibieza,
Cuando empieza a amanecer.
Coro:
En mi país somos miles y miles
De lágrimas y de fusiles,
Un puño y un canto vibrante,
Una llama encendida, un gigante
Que grita: ¡adelante... adelante!
-------------------------------------
Por qué tu paso dolido
del norte hacia el sur,
el pie que no supo,
el pie que no supo
de risa o de luz?
Tu padre abandona la tierra
de Tacuarembó
buscando su tierra,
una tierra suya,
y nunca la halló.
Encuentra la triste basura
donde viven mil,
encuentra la muerte,
encuentra el silencio
de aquel cantegril.
El Chueco, redondos los ojos
y sin pizarrón,
mirando a la madre,
mirando al hermano,
aprende el dolor.
La luna, semana a semana,
lo ha visto vagar
armado de espuma,
buscando una orilla
como busca el mar.
El Chueco no sabe de orilla
ni sabe de mar,
él sabe de rabia,
de rabia que apunta
y no quiere matar.
Asalta el banco y comparte
con el cantegril,
como antes el hambre,
como antes el hambre,
comparte el botín.
Así les canto la historia
del Chueco Maciel,
suena la sirena,
suena la sirena,
ya vienen por él.
Los diarios publican dos balas,
son diez o son mil,
mil ojos que miran,
mil ojos que miran
desde el cantegril.
El chueco era un uruguayo
de Tacuarembó,
de paso dolido,
de paso dolido,
de paso dolido.
Los chuecos se junten bien juntos,
bien juntos los pies,
y luego caminen buscando la patria,
la patria de todos, la patria Maciel,
esta patria chueca que no han de torcer
con duras cadenas los pies todos juntos
hemos de vencer.
---------------------------------
Por qué tu paso dolido
del norte hacia el sur,
el pie que no supo,
el pie que no supo
de risa o de luz?
Tu padre abandona la tierra
de Tacuarembó
buscando su tierra,
una tierra suya,
y nunca la halló.
Encuentra la triste basura
donde viven mil,
encuentra la muerte,
encuentra el silencio
de aquel cantegril.
El Chueco, redondos los ojos
y sin pizarrón,
mirando a la madre,
mirando al hermano,
aprende el dolor.
La luna, semana a semana,
lo ha visto vagar
armado de espuma,
buscando una orilla
como busca el mar.
El Chueco no sabe de orilla
ni sabe de mar,
él sabe de rabia,
de rabia que apunta
y no quiere matar.
Asalta el banco y comparte
con el cantegril,
como antes el hambre,
como antes el hambre,
comparte el botín.
Así les canto la historia
del Chueco Maciel,
suena la sirena,
suena la sirena,
ya vienen por él.
Los diarios publican dos balas,
son diez o son mil,
mil ojos que miran,
mil ojos que miran
desde el cantegril.
El chueco era un uruguayo
de Tacuarembó,
de paso dolido,
de paso dolido,
de paso dolido.
Los chuecos se junten bien juntos,
bien juntos los pies,
y luego caminen buscando la patria,
la patria de todos, la patria Maciel,
esta patria chueca que no han de torcer
con duras cadenas los pies todos juntos
hemos de vencer.
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Caras conchetas, miradas berretas
y hombres encajados en fiorucci.
oigo "dame" y "quiero" y "no te metas"
"te gustó el nuevo bertolucci?".
La rubia tarada, bronceada, aburrida,
me dice "por qué te pelaste?"
y yo "por el asco que dá tu sociedad.
por el pelo de hoy cuánto gastaste?"
Un pseudo punkito, con el acento finito
quiere hacer el chico malo.
tuerce la boca, se arregla el pelito,
se toma un trago y vuelve a belgrano.
Basta! me voy, rumbo a la puerta
y después al boliche a la esquina
a tomar una ginebra con gente despierta.
esta si que es argentina!
martes, 27 de julio de 2010
martes, 8 de junio de 2010
Encuentro con Pablo Dacal
Carta al joven cantautor
A propósito de Bob Dylan
Formamos parte de una tradición mediterránea, la de los trovadores, que atraviesa el último milenio cantando historias de amor y de guerra. Desde el siglo pasado nos llaman cantautores: las vanguardias y los medios de comunicación liberaron nuestras posibilidades expresivas y enriquecieron nuestras bibliotecas, el rock dio verdad a nuestro discurso. Pero el mundo del espectáculo nos transformó en adictos. Cuando el mercado de la cultura comenzaba sus tareas, Robert Zimmerman estaba creando a Bob Dylan, como algunos años atrás Chaplin inventaba a Charlot: ambos cargan sobre sus espaldas la tradición de un oficio y el latido de una época para dar luz a dos fuertes arquetipos de la modernidad. En Bob Dylan se condensan la cultura beat, el vodevil y la tradición folklórica norteamericana para generar ya no a un poeta maldito, sino al poeta de un país maldito –y encontrar así la posibilidad de ser un artista cachorro y no morir en el intento. En él, las líneas de dirección no son puntos de fuga: decide abandonar lo supuesto para viajar en busca de una tradición nueva y renovarse, toma los símbolos del nuevo movimiento –las piedras de carretera que no dejan de rodar- para hacerlos verbo. Cuando ganemos en perspectiva, Robert Zimmerman será recordado como el primer Dylan, el Dylan original. Y se transformará con el tiempo, qué duda cabe, en un adjetivo para definir lo que se dice sin prejuicios, a pura imaginación y esmero, con valentía irreverente.
La nueva generación de cuenteros/trovadores/cantautores de la cuenca del plata parece haber comprendido que, si no hay nada nuevo bajo el sol, será momento de cavar en las tierras de la historia oculta para encontrar un futuro nuevo y diferente, a fuerza de honestidad y con la palabra por delante. Porque las imágenes no lo dicen todo y la sinfonía universal es tan compleja que debemos conocer muy bien nuestras líneas. Porque todo lo que es también es más y otra cosa. Porque el rock no solo es música, no solo es moda, ni la música solo es rock, ni nos gusta tanto. Porque lo nuevo está por venir y no tiene nombre. Que alguien nos explique que pasó, cómo fue que la utopía de un mundo libre se transformó en este imperio de lo efímero. Porque en el comienzo fue la actitud y el verbo, llevaba el pelo revuelto y se llamaba Bob Dylan.
Pablo Dacal
Revista La Mano nº 48. Marzo de 2008.
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Entrevista x Club de Fun
Ella ya está en la playa (De La Era del Sonido)
ASESINATO DEL ROCK
1. El rock ya no nos representa sino en parte, como el tango o la música romántica. Algo de nosotros puede ser dicho en sus términos, pero son géneros que representaron la experiencia de generaciones pasadas, no la nuestra.
2. El rock, al integrarse en todas las escalas del sistema de vida imperante, muere como canal de ideas nuevas y ocupa el lugar de la crítica dentro de la estructura del poder. Es otra oferta del discurso oficial, y atacarlo desde el Estado es parte del juego dialéctico. Creer que aún guarda algún poder de transformación es ingenuo y conservador.
3. El rock es antropofágico, y al ocupar socialmente el rol de música juvenil no permite ser desplazado. Quien tenga ideas nuevas deberá ser ingerido o pasar a la clandestinidad.
4. El rock, como todo género envejecido, añora su vitalidad original y vive enamorado de su pasado. Se expresa en el gesto de su juventud triunfante a través de la mirada pop. Creer que lo hace a través de la sexualidad o la violencia es falso: todos los géneros expresaron su propia sexualidad y violencia.
5. A través del pop hablan los arquetipos de la sociedad espectacular, utilizando ciertos géneros del siglo pasado, como el rock o el cine.
6. El mercado del rock oculta a la novedad proponiéndose como lo siempre nuevo. Decir que ya todo está realizado es parte de su truco: lo que ha sido hecho es solo lo que ha sucedido, lo nuevo esta por hacerse y no tiene nombre
7. Te sedan con sexo, drogas, rock y tecnología.
8. Géneros como el rock pueden ser interpelados, disfrutados e incluso desarrollados mediante la tradición, pero el placer o el desarrollo de una tradición no tienen que ver con la construcción de ideas nuevas.
9. No se trata de fusionar o poner en tensión géneros y estéticas del pasado, si no de utilizarlos como herramientas para que aflore nuestra sensibilidad. Las rítmicas, los colores, el sonido, la armonía y la estructura compositiva que conocemos son instrumentos que una nueva idea puede requerir, o no.
10. Las vanguardias realizan una lectura pretendidamente novedosa sobre los géneros e ideas instituidas en un momento determinado. Los movimientos genéricos, en cambio, surgen tras una verdadera ruptura con lo establecido y dejan el dibujo de una nueva moral, pudiendo o no generar moda.
11. Para encontrar lo nuevo hay que atreverse a no formar parte de la sociedad artística imperante. Si no hay sitios donde mostrar ni medios que nos comuniquen, deberemos inventarlos. Hacer sin dudarlo, como un acto de fe.
12. En la reacción que la obra genera está el norte de nuestro movimiento: solo hay que saber oírla.
13. Una nueva sensibilidad no encuentra la manera de expresarse física y espiritualmente con facilidad.
14. La canción y la historieta son las formas narrativas de nuestro tiempo, cargan con la herencia secreta de la poesía y la tragedia, y continuarán existiendo cuando todo estalle.
15. El mundo tal cuál lo conocemos vivirá probablemente mucho menos de un siglo. Nuestra música, al igual que nuestra vida, debe dejar de relacionarse con temporalidades ficticias como el futuro o el pasado para enfrentar lo actual en toda su crudeza.
16. Cantamos nuestro idioma y vivimos nuestro sitio.
17. No nos alcanza el tiempo.
Pablo Dacal
Rosario - Buenos Aires, Argentina
Diciembre de 2006
San Valentin (del disco La Era del Sonido)
El Mundo del Espectáculo (De La Era del Sonido)
Balada de un hombre alto
A propósito de Bob Dylan
Formamos parte de una tradición mediterránea, la de los trovadores, que atraviesa el último milenio cantando historias de amor y de guerra. Desde el siglo pasado nos llaman cantautores: las vanguardias y los medios de comunicación liberaron nuestras posibilidades expresivas y enriquecieron nuestras bibliotecas, el rock dio verdad a nuestro discurso. Pero el mundo del espectáculo nos transformó en adictos. Cuando el mercado de la cultura comenzaba sus tareas, Robert Zimmerman estaba creando a Bob Dylan, como algunos años atrás Chaplin inventaba a Charlot: ambos cargan sobre sus espaldas la tradición de un oficio y el latido de una época para dar luz a dos fuertes arquetipos de la modernidad. En Bob Dylan se condensan la cultura beat, el vodevil y la tradición folklórica norteamericana para generar ya no a un poeta maldito, sino al poeta de un país maldito –y encontrar así la posibilidad de ser un artista cachorro y no morir en el intento. En él, las líneas de dirección no son puntos de fuga: decide abandonar lo supuesto para viajar en busca de una tradición nueva y renovarse, toma los símbolos del nuevo movimiento –las piedras de carretera que no dejan de rodar- para hacerlos verbo. Cuando ganemos en perspectiva, Robert Zimmerman será recordado como el primer Dylan, el Dylan original. Y se transformará con el tiempo, qué duda cabe, en un adjetivo para definir lo que se dice sin prejuicios, a pura imaginación y esmero, con valentía irreverente.
La nueva generación de cuenteros/trovadores/cantautores de la cuenca del plata parece haber comprendido que, si no hay nada nuevo bajo el sol, será momento de cavar en las tierras de la historia oculta para encontrar un futuro nuevo y diferente, a fuerza de honestidad y con la palabra por delante. Porque las imágenes no lo dicen todo y la sinfonía universal es tan compleja que debemos conocer muy bien nuestras líneas. Porque todo lo que es también es más y otra cosa. Porque el rock no solo es música, no solo es moda, ni la música solo es rock, ni nos gusta tanto. Porque lo nuevo está por venir y no tiene nombre. Que alguien nos explique que pasó, cómo fue que la utopía de un mundo libre se transformó en este imperio de lo efímero. Porque en el comienzo fue la actitud y el verbo, llevaba el pelo revuelto y se llamaba Bob Dylan.
Pablo Dacal
Revista La Mano nº 48. Marzo de 2008.
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Entrevista x Club de Fun
Ella ya está en la playa (De La Era del Sonido)
ASESINATO DEL ROCK
1. El rock ya no nos representa sino en parte, como el tango o la música romántica. Algo de nosotros puede ser dicho en sus términos, pero son géneros que representaron la experiencia de generaciones pasadas, no la nuestra.
2. El rock, al integrarse en todas las escalas del sistema de vida imperante, muere como canal de ideas nuevas y ocupa el lugar de la crítica dentro de la estructura del poder. Es otra oferta del discurso oficial, y atacarlo desde el Estado es parte del juego dialéctico. Creer que aún guarda algún poder de transformación es ingenuo y conservador.
3. El rock es antropofágico, y al ocupar socialmente el rol de música juvenil no permite ser desplazado. Quien tenga ideas nuevas deberá ser ingerido o pasar a la clandestinidad.
4. El rock, como todo género envejecido, añora su vitalidad original y vive enamorado de su pasado. Se expresa en el gesto de su juventud triunfante a través de la mirada pop. Creer que lo hace a través de la sexualidad o la violencia es falso: todos los géneros expresaron su propia sexualidad y violencia.
5. A través del pop hablan los arquetipos de la sociedad espectacular, utilizando ciertos géneros del siglo pasado, como el rock o el cine.
6. El mercado del rock oculta a la novedad proponiéndose como lo siempre nuevo. Decir que ya todo está realizado es parte de su truco: lo que ha sido hecho es solo lo que ha sucedido, lo nuevo esta por hacerse y no tiene nombre
7. Te sedan con sexo, drogas, rock y tecnología.
8. Géneros como el rock pueden ser interpelados, disfrutados e incluso desarrollados mediante la tradición, pero el placer o el desarrollo de una tradición no tienen que ver con la construcción de ideas nuevas.
9. No se trata de fusionar o poner en tensión géneros y estéticas del pasado, si no de utilizarlos como herramientas para que aflore nuestra sensibilidad. Las rítmicas, los colores, el sonido, la armonía y la estructura compositiva que conocemos son instrumentos que una nueva idea puede requerir, o no.
10. Las vanguardias realizan una lectura pretendidamente novedosa sobre los géneros e ideas instituidas en un momento determinado. Los movimientos genéricos, en cambio, surgen tras una verdadera ruptura con lo establecido y dejan el dibujo de una nueva moral, pudiendo o no generar moda.
11. Para encontrar lo nuevo hay que atreverse a no formar parte de la sociedad artística imperante. Si no hay sitios donde mostrar ni medios que nos comuniquen, deberemos inventarlos. Hacer sin dudarlo, como un acto de fe.
12. En la reacción que la obra genera está el norte de nuestro movimiento: solo hay que saber oírla.
13. Una nueva sensibilidad no encuentra la manera de expresarse física y espiritualmente con facilidad.
14. La canción y la historieta son las formas narrativas de nuestro tiempo, cargan con la herencia secreta de la poesía y la tragedia, y continuarán existiendo cuando todo estalle.
15. El mundo tal cuál lo conocemos vivirá probablemente mucho menos de un siglo. Nuestra música, al igual que nuestra vida, debe dejar de relacionarse con temporalidades ficticias como el futuro o el pasado para enfrentar lo actual en toda su crudeza.
16. Cantamos nuestro idioma y vivimos nuestro sitio.
17. No nos alcanza el tiempo.
Pablo Dacal
Rosario - Buenos Aires, Argentina
Diciembre de 2006
San Valentin (del disco La Era del Sonido)
El Mundo del Espectáculo (De La Era del Sonido)
Balada de un hombre alto
martes, 18 de mayo de 2010
Canción francoparlante
Georges Brassens - Supplique pour être enterré a la plage de Sete
La muerte que no me ha perdonado nunca
de haberme burlado de ella
me persigue con un celo imbécil.
Entonces, acosado de cerca por los enterradores,
he creído oportuno de poner al día mi testamento,
de pagarme un codicilo.
Moja en la tinta azul del Golfo de León,
moja, moja tu pluma, oh mi viejo escribano
y con tu letra más bonita,
anota lo que tenga que pasar con mi cuerpo,
cuando mi alma y él no estén de acuerdo más
que sobre un solo punto: la ruptura.
Cuando mi alma tome su vuelo hacia el horizonte,
hacia la de Gavroche y de Mimi Pinson, (1)
las de los golfillos de París, de las modistillas.
Que hacia mi tierra natal mi cuerpo sea llevado,
en un coche-cama de Paris-Mediterraneo,
con llegada en la estación de Sète.
Mi panteón familiar, ¡ay! no es muy nuevo,
vulgarmente hablando, está lleno a rebosar,
y de aquí a que alguien salga de allí,
puede pasar mucho tiempo y yo no puedo,
decir a esa buena gente: apretaos un poco
y dejad un poco de sitio a los jóvenes.
Justo al borde del mar a dos pasos de las olas azules,
cavad si es posible un pequeño agujero blandito,
un buen nicho pequeñito.
Cerca de mis amigos de la infancia, los delfines,
a lo largo de esta playa donde la arena es tan fina,
sobre la playa de la Corniche.
Es un playa donde incluso en sus momentos más furiosos,
Neptuno no es tomado jamás demasiado en serio,
donde cuando un barco naufraga,
el capitán grita: “Yo soy el jefe a bordo!
sálvese el que pueda, el vino y el pastis lo primero,
cada uno su botella y coraje.”
Y es aquí, donde a mis quince años ya perdidos,
en la edad donde divertirse solo ya no era suficiente,
conocí el primer amorcito.
Cerca de una sirena, una mujer-pez,
yo recibí del amor la primera lección,
tragué mi primer: “¡Quieto!”
Con el debido respeto hacia Paul Valery (2),
yo, el humilde trovador, sobre él yo sobresalga,
el buen maestro me lo perdone.
Y que, al menos, si sus versos valen más que los mios,
mi cementerio sea más marino que el suyo,
y no disguste a los autóctonos.
Esta tumba como un sándwich entre el cielo y el agua,
no dará una sombra triste al paisaje,
sino un encanto indefinible.
Las bañistas se servirán de ella como biombo,
para cambiar de ropa y los niños
dirán: ¡qué bonito, un castillo de arena!
Y si no es demasiado pedir: sobre mi parcelita,
plantad, os lo ruego, alguna especie de pino,
pino parasol preferentemente,
que sabrá proteger contra la insolación,
a los buenos amigos que vengan a mi sepultura para hacer,
afectuosas reverencias.
Que vengan de España, o que vengan de Italia
todos cargados de perfumes de músicas bonitas,
el Mistral y la Tramontana.
Sobre mi último sueño verterán los ecos,
de villanelles un día y otro de fandangos,
de tarantelas y de sardanas.
Y cuando tomando mi colina por una especie de almohada,
una ondina venga a dormitar gentilmente,
con menos que nada de vestidos,
yo pido perdon por adelantado a Jesús,
si la sombra de su cruz se echa un poco encima de ella,
para una pequeña felicidad póstuma.
Pobres reyes faraones, pobre Napoleón.
pobres grandes desaparecidos que yacen en el Panteón (3),
pobres cenizas de gente importante,
vosotros envidiaréis un poco al eterno veraneante,
que se pasea en hidropedales sobre la playa, soñando,
y que pasa su muerte como si fuesen unas vacaciones.
vosotros envidiaréis un poco al eterno veraneante,
que se pasea en hidropedales sobre la playa, soñando,
que pasa su muerte como si fuesen unas vacaciones.
(1) Gavroche et Mimi Pinson: Gavroche es un personaje de la novela “Los Miserables” de Victor Hugo. Representa al chiquillo parisino. Mimi Pinson es la protagonista de un cuento de Alfred de Musset aparecido en 1845. Representa al pueblo llano de París al igual que Gavroche.
(2) Paul Valery: Se refiere a Paul Valéry (1871-1945), poeta nacido en Sète y autor de “El Cementerio Marino”
(3) Panteón: Edificio parisino que acoge las tumbas de las glorias civiles de diferentes ámbitos: letras, ciencias, política, etc.
El testamento
Yo estaré triste como un sauce
cuando el Dios que me sigue por todas partes
me diga, la mano en el hombro
“Vete a ver si estoy allá arriba”. (1)
Entonces, del cielo y de la tierra
será necesario hacer mi duelo.
¿Está aún de pié la encina
o el pino de mi ataud?
Si hay que ir hasta el cementerio
yo tomaré el camino más largo
yo haré novillos el día de mi funeral
yo dejaré la vida a empujones
Tanto peor si los enterradores me regañan
tanto peor si me creen loco de atar
Yo quiero partir para el otro mundo
tomando el camino más largo.
Antes de ir a hacer requiebros
a las bellas almas de las condenadas
sueño aún con un amorcito
sueño aún con liarme con unas faldas
decir aún una vez “te quiero”
perder aún una vez el norte
desojando el crisantemo
que es la margarita de los muertos.
Dios quiera que mi viuda se duela
al enterrar a su compañero
y que para hacer que vierta lágrimas
no hagan falta cebollas.
Que ella tome en segundas nupcias
un esposo de mi aspecto
él podrá aprovechar mis botas
mis pantuflas y mis vestidos.
Que beba mi vino, que ame a mi mujer
que fume mi pipa y mi tabaco
pero que nunca- por mi alma-
nunca azote a mis gatos
aunque yo no tengo un átomo
una sombra de maldad
si azota mis gatos, habrá un fantasma
que vendrá a perseguirlo.
Aquí yace una hoja muerta
aquí acaba mis testamento.
Han escrito encima de mi puerta
“Cerrado por causa de defunción”.
Yo he dejado la vida sin rencor
no me dolerán más los dientes
Aquí estoy en la fosa común
la fosa común del tiempo.
(1) Es un juego de palabras con la expresión francesa “va-t’en voir si j’y suis” (ve a ver si estoy allí) que se utiliza para echar a alguien de nuestro lado, para decirle a alguien que se vaya y nos deje tranquilo.
George Brassens-l'auvergnat
Canción para el Auvernés
Esta canción es para ti
Para ti, Auvernés (1), que sin remilgos
me diste un poco de leña
cuando tuve frío
tú que me diste fuego cuando
las paletas y los paletos
toda la gente bien intencionada
me cerró la puerta en las narices.
No era más que un poco de fuego de leña
pero eso calentó mi cuerpo
y en mi alma arde aún
como un inmenso fuego de artificio.
Tú, Auvernés, cuando mueras,
cuando el enterrador te lleve,
que te conduzca a través del cielo
hasta el Padre Eterno.
Esta canción es para ti
para ti, anfitriona, que sin ceremonias
me diste cuatro pedazos de pan
cuando tuve hambre
tú que abriste tu panera cuando
las paletas y los paletos
toda la gente bien intencionada
se divertían viéndome ayunar,
no fue más que un poco de pan
pero bastó para calentar mi cuerpo
y en mi alma arde aún
como un gran festín.
Tú, la anfitriona, cuando mueras
cuando el enterrador te lleve
que te conduzca a través del cielo
hasta el Padre Eterno.
Esta canción es para ti
para ti, desconocido, que sin ceremonias
con un sonrisa triste me sonreiste
cuando los gendarmens me detuvieron
Para ti que no aplaudiste cuando
las paletas y lo paletos
toda la gente bien intencionada
reían al ver como me llevaban.
No fue más que un poco de miel
pero calentó mi cuerpo
y en mi alma brilla aún
como un gran sol.
Tú, extranjero, cuando mueras,
cuando el enterrador te lleve,
que te conduzca a través del cielo
hasta el Padre Eterno.
(1) Auvernés: Natural de Auvernia (Auvergne), región del centro de Francia. Se refiere a Marcel Planche, esposo de Jeanne Le Bonniec dueños del número 7 del Impasse Florimont donde Brassens vivió desde 1944 hasta 1966. Ver la canción “Jeanne” en el disco 7.
Jaques Brel (Vesoul)
El clip no se puede adjuntar, pero vayan a este link y veanló, que es INCREÍBLE
http://www.youtube.com/watch?v=8T1n7TPF8As
Ces gens-la
Jaques Brel
Traducción
Esa gente
1 Después, después está el primogénito
El que es como un melón
El que tiene una nariz grande
El que no sabe más su nombre
Señor, tanto que bebió
Tanto que ha bebido
Que no hace nada de sus diez dedos/ Pero no puede más
Está completamente cocinado
Y se toma por un rey
Que se llena todas las noches
Con un mal vino
Y este lo reencuentra por la mañana /
En la iglesia somnolienta /
Puro como una moldura / Blanco como un ciro de Pascua
Y después balbucea
Y tiene un ojo que divaga
Debo decirle señor
Que en casa esa gente
Uno no piensa, uno reza
Uno suplica
2 después está el otro
Zanahorias en el pelo
Que jamas vió un peine
Que Mentiroso como un embustero
Mismo que daría su camisa
A pobre gente contenta
Que se casó con la Denise
Una chica del pueblo
En fin, de otro pueblo
Y que esto no termina
Hace sus pequeños trabajos
Con su pequeño sombrero
Con su pequeño abrigo
Con su pequeño auto
Que le gustaría tener aire
Pero no lo tiene para nada
No se debe jugar a ser rico
Cuando uno no tiene guita
3 Y después están los otros
La madre que no dice nada
O bien no importa qué
Y de la tarde a la mañana
Sobre su linda boca de apóstol
Y en su cuadro de madera
Está el bigote del padre
Que murió de un resbalón
Y que mira su tropa
Tomar la sopa fría
Haciendo grandes flchss
Y esto hace grandes flchss
Y después está la mas vieja
Que terminó de vibrar
Y que uno espera que se muera
Visto que es ella que tiene la guita
Y que uno no escucha mas
Lo que sus pobres manos cuentan
Debo decirle, señor
Que en casa de esa gente
Uno no charla, uno cuenta
4 Luego, luego
Después está Frida
Que es linda como un sol
Y que me ama así
Y yo que amo a Frida
Y uno se dice a menudo
Que uno tendrá una casa
Con esas ventanas
Sin casi muros
En la que uno vivirá adentro
Donde estará bueno estar
Y que si no está seguro
Puede ser…
Porque los otros no nos quieren
Los otros alli no dicen: “así”
Que ella es demasiado bella para mi
Que soy a gotas bueno
Para matar gatos
Yo jamás he matado gatos
O solo hace tiempo
O bien ya lo he olvidado
O ellos no tenían buenos sentimientos
En fin, ellos no me querían
En fin, ellos no me querían
5 A veces cuando uno se ve
Parece que no está prolijo
Con sus ojos húmedos
Ella dice que partira
Ella dice que me seguirá
En tanto por un instante
En tanto por un instante solamente
Entonces yo creo señor
Por un instante
Por un instante solamente
Porque en casa de esa gente, señor
Uno no se va
Uno no se va. Señor
Uno no se va
Pero es tarde, señor
Debo regresar a mi casa.
------------------------------------
L´orage(Brassens)
La Tormenta (Brassens / trad. Javier Krahe)
Yo tuve un gran amor durante un chaparrón
y sentí aquella vez tan intensa pasión
que ahora el buen tiempo me da asco
cuando el cielo esta azul no lo puedo ni ver
que se nuble ya el sol, que se ponga a llover,
que caiga pronto otro chubasco.
Confirmando el refrán una noche de Abril
la tormenta estalló, mi vecina febril
asustada con tanto trueno
brincó en un santiamén del lecho en camisón
y se vino hacia mí pidiendo protección.
- Auxiliemé usted, sea bueno
abramé por piedad que estoy sola y no sé
si podré resistir, mi marido se fue
pues tiene entre otros muchos fallos
que en las noches así abandona el hogar
por la triste razón de que va a trabajar,
es vendedor de pararrayos -
Bendiciendo al genial Francklin por su invención
en mis brazos le di curso a su petición
y luego el amor hizo el resto
mira tú que instalar para rayos por ahí
y olvidarte poner en tu casa, caray
cometiste un error funesto.
Varias horas después, cuando al fin escampó
ella se hubo de ir, pero antes me citó
para la próxima tormenta
- mi esposo va a llegar y si en casa no estoy
se me va a resfriar, así que ya me voy,
a secarle la gabardina -
Desde entonces jamás he dejado el balcón
no hago más que poner la máxima atención
en Cirruscumulos y Estratos
la menor nube gris me colma de placer
Aunque ha decir verdad sé que no han de volver
tan torrenciales arrebatos
A base de vender palitos de metal
su marido reunió un pingué capital
y se hizo multimillonario y a vivir la llevó
a un imbécil país donde si se oye llover
será porque haga pis algún niño del vecindario.
Ojalá mi canción llegue al Sahara aquel
a decirle que yo le seré siempre fiel
que la llevo dentro del alma
que aunque sople el Simún
con seca realidad un día nos va a reunir una gran tempestad
tras la que no vendrá la calma.
---------------------
Je T'ai Toujours Aimée (Dominque A)
..... Traducción
Siempre te amé
Antes de mudar de gesto
Y de apagarme como una vieja colilla
Mi último mirar
Se posará sobre tus nalgas
Donde yo escondía cada noche
Mis más preciosos terrores
Antes de vomitar mis adioses
Y derrumbarme como un borracho
Mi último mirar
Se posará sobre tus ojos
Donde yo escondía cada noche
Mis más ardientes propósitos
Es que siempre te amé
Antes de caer ante el error
Y de hundirme como un viejo carguero
Mi última mirada
Se posará sobre tus corazones
Donde escondía cada noche
Mis más avergonzados llantos
Es que siempre te amé
Antes de mudar de gesto
Y de apagarme como una vieja colilla
Mi último mirar
Se posará sobre tus nalgas
Donde yo escondía cada noche
Mis mas preciosos terrores
Es que siempre te amé…
Serge Gainsbourg " l'eau à la bouche "
La muerte que no me ha perdonado nunca
de haberme burlado de ella
me persigue con un celo imbécil.
Entonces, acosado de cerca por los enterradores,
he creído oportuno de poner al día mi testamento,
de pagarme un codicilo.
Moja en la tinta azul del Golfo de León,
moja, moja tu pluma, oh mi viejo escribano
y con tu letra más bonita,
anota lo que tenga que pasar con mi cuerpo,
cuando mi alma y él no estén de acuerdo más
que sobre un solo punto: la ruptura.
Cuando mi alma tome su vuelo hacia el horizonte,
hacia la de Gavroche y de Mimi Pinson, (1)
las de los golfillos de París, de las modistillas.
Que hacia mi tierra natal mi cuerpo sea llevado,
en un coche-cama de Paris-Mediterraneo,
con llegada en la estación de Sète.
Mi panteón familiar, ¡ay! no es muy nuevo,
vulgarmente hablando, está lleno a rebosar,
y de aquí a que alguien salga de allí,
puede pasar mucho tiempo y yo no puedo,
decir a esa buena gente: apretaos un poco
y dejad un poco de sitio a los jóvenes.
Justo al borde del mar a dos pasos de las olas azules,
cavad si es posible un pequeño agujero blandito,
un buen nicho pequeñito.
Cerca de mis amigos de la infancia, los delfines,
a lo largo de esta playa donde la arena es tan fina,
sobre la playa de la Corniche.
Es un playa donde incluso en sus momentos más furiosos,
Neptuno no es tomado jamás demasiado en serio,
donde cuando un barco naufraga,
el capitán grita: “Yo soy el jefe a bordo!
sálvese el que pueda, el vino y el pastis lo primero,
cada uno su botella y coraje.”
Y es aquí, donde a mis quince años ya perdidos,
en la edad donde divertirse solo ya no era suficiente,
conocí el primer amorcito.
Cerca de una sirena, una mujer-pez,
yo recibí del amor la primera lección,
tragué mi primer: “¡Quieto!”
Con el debido respeto hacia Paul Valery (2),
yo, el humilde trovador, sobre él yo sobresalga,
el buen maestro me lo perdone.
Y que, al menos, si sus versos valen más que los mios,
mi cementerio sea más marino que el suyo,
y no disguste a los autóctonos.
Esta tumba como un sándwich entre el cielo y el agua,
no dará una sombra triste al paisaje,
sino un encanto indefinible.
Las bañistas se servirán de ella como biombo,
para cambiar de ropa y los niños
dirán: ¡qué bonito, un castillo de arena!
Y si no es demasiado pedir: sobre mi parcelita,
plantad, os lo ruego, alguna especie de pino,
pino parasol preferentemente,
que sabrá proteger contra la insolación,
a los buenos amigos que vengan a mi sepultura para hacer,
afectuosas reverencias.
Que vengan de España, o que vengan de Italia
todos cargados de perfumes de músicas bonitas,
el Mistral y la Tramontana.
Sobre mi último sueño verterán los ecos,
de villanelles un día y otro de fandangos,
de tarantelas y de sardanas.
Y cuando tomando mi colina por una especie de almohada,
una ondina venga a dormitar gentilmente,
con menos que nada de vestidos,
yo pido perdon por adelantado a Jesús,
si la sombra de su cruz se echa un poco encima de ella,
para una pequeña felicidad póstuma.
Pobres reyes faraones, pobre Napoleón.
pobres grandes desaparecidos que yacen en el Panteón (3),
pobres cenizas de gente importante,
vosotros envidiaréis un poco al eterno veraneante,
que se pasea en hidropedales sobre la playa, soñando,
y que pasa su muerte como si fuesen unas vacaciones.
vosotros envidiaréis un poco al eterno veraneante,
que se pasea en hidropedales sobre la playa, soñando,
que pasa su muerte como si fuesen unas vacaciones.
(1) Gavroche et Mimi Pinson: Gavroche es un personaje de la novela “Los Miserables” de Victor Hugo. Representa al chiquillo parisino. Mimi Pinson es la protagonista de un cuento de Alfred de Musset aparecido en 1845. Representa al pueblo llano de París al igual que Gavroche.
(2) Paul Valery: Se refiere a Paul Valéry (1871-1945), poeta nacido en Sète y autor de “El Cementerio Marino”
(3) Panteón: Edificio parisino que acoge las tumbas de las glorias civiles de diferentes ámbitos: letras, ciencias, política, etc.
El testamento
Yo estaré triste como un sauce
cuando el Dios que me sigue por todas partes
me diga, la mano en el hombro
“Vete a ver si estoy allá arriba”. (1)
Entonces, del cielo y de la tierra
será necesario hacer mi duelo.
¿Está aún de pié la encina
o el pino de mi ataud?
Si hay que ir hasta el cementerio
yo tomaré el camino más largo
yo haré novillos el día de mi funeral
yo dejaré la vida a empujones
Tanto peor si los enterradores me regañan
tanto peor si me creen loco de atar
Yo quiero partir para el otro mundo
tomando el camino más largo.
Antes de ir a hacer requiebros
a las bellas almas de las condenadas
sueño aún con un amorcito
sueño aún con liarme con unas faldas
decir aún una vez “te quiero”
perder aún una vez el norte
desojando el crisantemo
que es la margarita de los muertos.
Dios quiera que mi viuda se duela
al enterrar a su compañero
y que para hacer que vierta lágrimas
no hagan falta cebollas.
Que ella tome en segundas nupcias
un esposo de mi aspecto
él podrá aprovechar mis botas
mis pantuflas y mis vestidos.
Que beba mi vino, que ame a mi mujer
que fume mi pipa y mi tabaco
pero que nunca- por mi alma-
nunca azote a mis gatos
aunque yo no tengo un átomo
una sombra de maldad
si azota mis gatos, habrá un fantasma
que vendrá a perseguirlo.
Aquí yace una hoja muerta
aquí acaba mis testamento.
Han escrito encima de mi puerta
“Cerrado por causa de defunción”.
Yo he dejado la vida sin rencor
no me dolerán más los dientes
Aquí estoy en la fosa común
la fosa común del tiempo.
(1) Es un juego de palabras con la expresión francesa “va-t’en voir si j’y suis” (ve a ver si estoy allí) que se utiliza para echar a alguien de nuestro lado, para decirle a alguien que se vaya y nos deje tranquilo.
George Brassens-l'auvergnat
Canción para el Auvernés
Esta canción es para ti
Para ti, Auvernés (1), que sin remilgos
me diste un poco de leña
cuando tuve frío
tú que me diste fuego cuando
las paletas y los paletos
toda la gente bien intencionada
me cerró la puerta en las narices.
No era más que un poco de fuego de leña
pero eso calentó mi cuerpo
y en mi alma arde aún
como un inmenso fuego de artificio.
Tú, Auvernés, cuando mueras,
cuando el enterrador te lleve,
que te conduzca a través del cielo
hasta el Padre Eterno.
Esta canción es para ti
para ti, anfitriona, que sin ceremonias
me diste cuatro pedazos de pan
cuando tuve hambre
tú que abriste tu panera cuando
las paletas y los paletos
toda la gente bien intencionada
se divertían viéndome ayunar,
no fue más que un poco de pan
pero bastó para calentar mi cuerpo
y en mi alma arde aún
como un gran festín.
Tú, la anfitriona, cuando mueras
cuando el enterrador te lleve
que te conduzca a través del cielo
hasta el Padre Eterno.
Esta canción es para ti
para ti, desconocido, que sin ceremonias
con un sonrisa triste me sonreiste
cuando los gendarmens me detuvieron
Para ti que no aplaudiste cuando
las paletas y lo paletos
toda la gente bien intencionada
reían al ver como me llevaban.
No fue más que un poco de miel
pero calentó mi cuerpo
y en mi alma brilla aún
como un gran sol.
Tú, extranjero, cuando mueras,
cuando el enterrador te lleve,
que te conduzca a través del cielo
hasta el Padre Eterno.
(1) Auvernés: Natural de Auvernia (Auvergne), región del centro de Francia. Se refiere a Marcel Planche, esposo de Jeanne Le Bonniec dueños del número 7 del Impasse Florimont donde Brassens vivió desde 1944 hasta 1966. Ver la canción “Jeanne” en el disco 7.
Jaques Brel (Vesoul)
El clip no se puede adjuntar, pero vayan a este link y veanló, que es INCREÍBLE
http://www.youtube.com/watch?v=8T1n7TPF8As
Ces gens-la
Jaques Brel
Traducción
Esa gente
1 Después, después está el primogénito
El que es como un melón
El que tiene una nariz grande
El que no sabe más su nombre
Señor, tanto que bebió
Tanto que ha bebido
Que no hace nada de sus diez dedos/ Pero no puede más
Está completamente cocinado
Y se toma por un rey
Que se llena todas las noches
Con un mal vino
Y este lo reencuentra por la mañana /
En la iglesia somnolienta /
Puro como una moldura / Blanco como un ciro de Pascua
Y después balbucea
Y tiene un ojo que divaga
Debo decirle señor
Que en casa esa gente
Uno no piensa, uno reza
Uno suplica
2 después está el otro
Zanahorias en el pelo
Que jamas vió un peine
Que Mentiroso como un embustero
Mismo que daría su camisa
A pobre gente contenta
Que se casó con la Denise
Una chica del pueblo
En fin, de otro pueblo
Y que esto no termina
Hace sus pequeños trabajos
Con su pequeño sombrero
Con su pequeño abrigo
Con su pequeño auto
Que le gustaría tener aire
Pero no lo tiene para nada
No se debe jugar a ser rico
Cuando uno no tiene guita
3 Y después están los otros
La madre que no dice nada
O bien no importa qué
Y de la tarde a la mañana
Sobre su linda boca de apóstol
Y en su cuadro de madera
Está el bigote del padre
Que murió de un resbalón
Y que mira su tropa
Tomar la sopa fría
Haciendo grandes flchss
Y esto hace grandes flchss
Y después está la mas vieja
Que terminó de vibrar
Y que uno espera que se muera
Visto que es ella que tiene la guita
Y que uno no escucha mas
Lo que sus pobres manos cuentan
Debo decirle, señor
Que en casa de esa gente
Uno no charla, uno cuenta
4 Luego, luego
Después está Frida
Que es linda como un sol
Y que me ama así
Y yo que amo a Frida
Y uno se dice a menudo
Que uno tendrá una casa
Con esas ventanas
Sin casi muros
En la que uno vivirá adentro
Donde estará bueno estar
Y que si no está seguro
Puede ser…
Porque los otros no nos quieren
Los otros alli no dicen: “así”
Que ella es demasiado bella para mi
Que soy a gotas bueno
Para matar gatos
Yo jamás he matado gatos
O solo hace tiempo
O bien ya lo he olvidado
O ellos no tenían buenos sentimientos
En fin, ellos no me querían
En fin, ellos no me querían
5 A veces cuando uno se ve
Parece que no está prolijo
Con sus ojos húmedos
Ella dice que partira
Ella dice que me seguirá
En tanto por un instante
En tanto por un instante solamente
Entonces yo creo señor
Por un instante
Por un instante solamente
Porque en casa de esa gente, señor
Uno no se va
Uno no se va. Señor
Uno no se va
Pero es tarde, señor
Debo regresar a mi casa.
------------------------------------
L´orage(Brassens)
La Tormenta (Brassens / trad. Javier Krahe)
Yo tuve un gran amor durante un chaparrón
y sentí aquella vez tan intensa pasión
que ahora el buen tiempo me da asco
cuando el cielo esta azul no lo puedo ni ver
que se nuble ya el sol, que se ponga a llover,
que caiga pronto otro chubasco.
Confirmando el refrán una noche de Abril
la tormenta estalló, mi vecina febril
asustada con tanto trueno
brincó en un santiamén del lecho en camisón
y se vino hacia mí pidiendo protección.
- Auxiliemé usted, sea bueno
abramé por piedad que estoy sola y no sé
si podré resistir, mi marido se fue
pues tiene entre otros muchos fallos
que en las noches así abandona el hogar
por la triste razón de que va a trabajar,
es vendedor de pararrayos -
Bendiciendo al genial Francklin por su invención
en mis brazos le di curso a su petición
y luego el amor hizo el resto
mira tú que instalar para rayos por ahí
y olvidarte poner en tu casa, caray
cometiste un error funesto.
Varias horas después, cuando al fin escampó
ella se hubo de ir, pero antes me citó
para la próxima tormenta
- mi esposo va a llegar y si en casa no estoy
se me va a resfriar, así que ya me voy,
a secarle la gabardina -
Desde entonces jamás he dejado el balcón
no hago más que poner la máxima atención
en Cirruscumulos y Estratos
la menor nube gris me colma de placer
Aunque ha decir verdad sé que no han de volver
tan torrenciales arrebatos
A base de vender palitos de metal
su marido reunió un pingué capital
y se hizo multimillonario y a vivir la llevó
a un imbécil país donde si se oye llover
será porque haga pis algún niño del vecindario.
Ojalá mi canción llegue al Sahara aquel
a decirle que yo le seré siempre fiel
que la llevo dentro del alma
que aunque sople el Simún
con seca realidad un día nos va a reunir una gran tempestad
tras la que no vendrá la calma.
---------------------
Je T'ai Toujours Aimée (Dominque A)
..... Traducción
Siempre te amé
Antes de mudar de gesto
Y de apagarme como una vieja colilla
Mi último mirar
Se posará sobre tus nalgas
Donde yo escondía cada noche
Mis más preciosos terrores
Antes de vomitar mis adioses
Y derrumbarme como un borracho
Mi último mirar
Se posará sobre tus ojos
Donde yo escondía cada noche
Mis más ardientes propósitos
Es que siempre te amé
Antes de caer ante el error
Y de hundirme como un viejo carguero
Mi última mirada
Se posará sobre tus corazones
Donde escondía cada noche
Mis más avergonzados llantos
Es que siempre te amé
Antes de mudar de gesto
Y de apagarme como una vieja colilla
Mi último mirar
Se posará sobre tus nalgas
Donde yo escondía cada noche
Mis mas preciosos terrores
Es que siempre te amé…
Serge Gainsbourg " l'eau à la bouche "
martes, 11 de mayo de 2010
Canciones narrativas
Canción narrativa
Quizás la consigna más difícil del modulo 1. A continuación, algunos destellos de faros que pueden usar para guiarse:
- No es necesario ser originales en el tema: pueden utilizar relatos ya conocidos por la cultura (leyendas, mitos urbanos o rurales, cuentos, novelas, noticias del diario, de revistas, argumentos de películas, etc); o por el contrario, todos tenemos alguna buena anécdota de la que agarrarnos.
- Pueden usar como cimiento, para no detenerse mucho en el aspecto musical, la estructura, armonía y melodía de alguna canción que les guste.
- Así mismo, pueden usar una estructura silábica de alguna canción para construír sus propios versos. Y luego ponerle, o no, una melodía nueva.
Ejemplo (de La Tormenta):
Yo tuve un gran amor
Durante un chaparrón…
Cambiada:
Aquí voy a contar
Una historia normal…
- De encontrarse realmente trabados con el texto, pueden intentar construír una melodía sobre la cual se pueda trabajar mas adelante para este fin.
Algunos ejemplos de canciones narrativas: Peperina (Seru Giran), Mariel y el capitán (Sui Generis), Cachito (Leon Gieco), El tío Marcial (Javier Krahe), 11 y 6 (Paez), La tormenta (Brassens/Krahe), El viejo Leon (Brassens), y casi todo Brassens podría funcionar de ejemplo, Madeleine (Jaques Brel), Who killed Davey Moore? (Bob Dylan), Mujer mala (Albert Pla), Corriente alterna (Leo Masliah), El oso (Moris), Cocaine Blues (Johnny Cash) y un largo etc
Brassens // La tormenta
El testamento
Yo estaré triste como un sauce
cuando el Dios que me sigue por todas partes
me diga, la mano en el hombro
“Vete a ver si estoy allá arriba”. (1)
Entonces, del cielo y de la tierra
será necesario hacer mi duelo.
¿Está aún de pié la encina
o el pino de mi ataud?
Si hay que ir hasta el cementerio
yo tomaré el camino más largo
yo haré novillos el día de mi funeral
yo dejaré la vida a empujones
Tanto peor si los enterradores me regañan
tanto peor si me creen loco de atar
Yo quiero partir para el otro mundo
tomando el camino más largo.
Antes de ir a hacer requiebros
a las bellas almas de las condenadas
sueño aún con un amorcito
sueño aún con liarme con unas faldas
decir aún una vez “te quiero”
perder aún una vez el norte
desojando el crisantemo
que es la margarita de los muertos.
Dios quiera que mi viuda se duela
al enterrar a su compañero
y que para hacer que vierta lágrimas
no hagan falta cebollas.
Que ella tome en segundas nupcias
un esposo de mi aspecto
él podrá aprovechar mis botas
mis pantuflas y mis vestidos.
Que beba mi vino, que ame a mi mujer
que fume mi pipa y mi tabaco
pero que nunca- por mi alma-
nunca azote a mis gatos
aunque yo no tengo un átomo
una sombra de maldad
si azota mis gatos, habrá un fantasma
que vendrá a perseguirlo.
Aquí yace una hoja muerta
aquí acaba mis testamento.
Han escrito encima de mi puerta
“Cerrado por causa de defunción”.
Yo he dejado la vida sin rencor
no me dolerán más los dientes
Aquí estoy en la fosa común
la fosa común del tiempo.
(1) Es un juego de palabras con la expresión francesa “va-t’en voir si j’y suis” (ve a ver si estoy allí) que se utiliza para echar a alguien de nuestro lado, para decirle a alguien que se vaya y nos deje tranquilo.
El viudo del submarino (Juan Antonio)
Mi novia se fue en un barco
en la Segunda Guerra Mundial
y un submarino de Hitler
mandó ese barco al fondo del mar.
Mi novia era bonita,
el barco era español,
por un error de distancia
Rodolfo Hitler me destrozó.
Nunca he podido olvidarla,
mi novia era fenomenal.
Siempre que pelo una gamba
recuerdo su forma de besar.
Y cuando pelo un centollo,
langosta o langostino
me acuerdo de que soy viudo.
Yo soy el viudo del submarino.
EN EL FONDO DEL MAR TENGO YO
UNA NOVIA EN SILENCIO.
UN POQUITO DE PESCAÍTO FRITO
ME TRAE SU RECUERDO.
LE PREGUNTO A TODAS LAS ALMEJAS
SI ALGUNA LA HA VISTO.
ES MI PENA MÁS LARGA
QUE LA BARBA DE JESUCRISTO.
CUANDO LLEGA EL VERANO ME VOY
A LLORAR HASTA FUENGIROLA,
SOY UN PRESO QUE TIENE LA BOLA
EN EL FONDO DEL MAR.
TORREBENALMÁDENA
SABE QUE NO QUIERO NÁ
MÁS QUE VER A MI NOVIA VOLVER
DEL FONDO DEL MAR.
Estudio cartografía
e hice la mili como hombre-rana
y se más nombres de peces
que el dueño de una pescadería.
Me enrolé en el Calipso.
Me ha adoptado Jacques Cousteau
y cuando bajó al abismo
su batiscafo, dentro iba yo.
Nunca he podido olvidarla.
Tal vez ya sea sólo coral.
Tal vez alguna ballena
la haya cubierto de gris ámbar.
Que las mantas la arropen,
que las estrellas la alumbren,
que sean los equinodermos
dulces y tiernos,
como es costumbre.
Juan Antonio Castillo (Juan Antonio Canta)
---------------------------
Who killed Davey Moore? (Bob Dylan)
Who Killed Davey Moore?
Who killed Davey Moore,
Why an' what's the reason for?
"Not I," says the referee,
"Don't point your finger at me.
I could've stopped it in the eighth
An' maybe kept him from his fate,
But the crowd would've booed, I'm sure,
At not gettin' their money's worth.
It's too bad he had to go,
But there was a pressure on me too, you know.
It wasn't me that made him fall.
No, you can't blame me at all."
Who killed Davey Moore,
Why an' what's the reason for?
"Not us," says the angry crowd,
Whose screams filled the arena loud.
"It's too bad he died that night
But we just like to see a fight.
We didn't mean for him t' meet his death,
We just meant to see some sweat,
There ain't nothing wrong in that.
It wasn't us that made him fall.
No, you can't blame us at all."
Who killed Davey Moore,
Why an' what's the reason for?
"Not me," says his manager,
Puffing on a big cigar.
"It's hard to say, it's hard to tell,
I always thought that he was well.
It's too bad for his wife an' kids he's dead,
But if he was sick, he should've said.
It wasn't me that made him fall.
No, you can't blame me at all."
Who killed Davey Moore,
Why an' what's the reason for?
"Not me," says the gambling man,
With his ticket stub still in his hand.
"It wasn't me that knocked him down,
My hands never touched him none.
I didn't commit no ugly sin,
Anyway, I put money on him to win.
It wasn't me that made him fall.
No, you can't blame me at all."
Who killed Davey Moore,
Why an' what's the reason for?
"Not me," says the boxing writer,
Pounding print on his old typewriter,
Sayin', "Boxing ain't to blame,
There's just as much danger in a football game."
Sayin', "Fist fighting is here to stay,
It's just the old American way.
It wasn't me that made him fall.
No, you can't blame me at all."
Who killed Davey Moore,
Why an' what's the reason for?
"Not me," says the man whose fists
Laid him low in a cloud of mist,
Who came here from Cuba's door
Where boxing ain't allowed no more.
"I hit him, yes, it's true,
But that's what I am paid to do.
Don't say 'murder,' don't say 'kill.'
It was destiny, it was God's will."
Who killed Davey Moore,
Why an' what's the reason for?
------------------------------------------
Pasa la gorra (Juan Antonio Canta)
------------------------------------------
Corriente alterna (Leo Masliah)
No sé por qué te fuiste ni por qué después
al poco tiempo te dio por volver
no sé por qué no sé por qué
tomaste aquella triste decisión
de abandonarme y cual fue la razón
de tu regreso y qué pasó
que al otro dia te volviste a ir
no me diste ni tiempo de decirte
preguntarte si esa vez
regresarías como la anterior
ni si te ibas en busca de amor
y si fue así supongo que
no lo encontraste y fue por eso que
volviste pero cuando te apreté y
te pregunté qué plan tenés
me contestaste muy asi nomas
con evasivas y casi te vas
pero esa vez no te dejé
porque de un brazo fuerte te agarré
pero fue inutil porque cuando me acosté
senti la puerta y eras vos
que te pelabas sin decir adiós
capaz que fue mejor para los dos
pero muy malo para mi
por eso me alegré cuando te vi
que regresabas pero no entendi
por qué enseguida me decis
que tu intención sigue siendo partir
y sin demora pasas a cumplir
tu anuncio y me dejas ahi
sin esperanza con respecto a ti
pero con la sorpresa de que asi
como te vi partir también
te vi volver y te escuché muy bien
decir que nunca me ibas a dejar
para después saber faltar
a tu palabra porque sin piedad
te fuiste a algun rincón de la ciudad
que al parecer no te gustó
porque si no no entiendo qué te dio
por dar la vuelta y pedirme perdón
pero enseguida, ¡maldición!
me abandonaste y desde aquella vez
te fuiste y regresaste mas de diez
o veinte veces es que ya
perdi la cuenta y la velocidad
de tu continuo ir y venir se va
volviendo cada vez mayor
ni bien te fuiste por el ascensor
la puerta se abre y estas otra vez
ahi no sé si es que volvés
ya es imposible adivinar qué hacés
si te estas yendo o a la misma vez
estas viniendo ya no estas
aca ni alla como venis te vas
tu cara ya no se distingue mas
apenas en el corredor
se ve una larga franja del color
de tu vestido sos como un ciclón
un huracan sin dirección
un haz de luz cada vez mas veloz
ya nadie puede verte ya no sos
mas que una tenue sensación
un sutil, fugaz coloración
en las baldosas de ese corredor
y la portera ya subió
trayendo el balde con el secador
le digo doña deje por favor
y me contesta no señor
el corredor lo tengo que limpiar
y yo le explico que te va a borrar
si pasa el trapo por ahi
pero ella cree que me enloquecí
no sabe nada de lo que yo vi
y un golpe de agua con jabón
te lleva entera junto a la ilusión
de averiguar un dia en qué vagón
viaja el secreto de tu corazón.
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague
chicos encontré una traducción en internet, no se qué tal está
ahi va
Amó aquella vez como si fuese última,
besó a su mujer como si fuese última,
y a cada hijo suyo cual si fuese el único,
y atravesó la calle con su paso tímido.
Subió a la construcción como si fuese máquina,
alzó en el balcón cuatro paredes sólidas,
ladrillo con ladrillo en un diseño mágico,
sus ojos embotados de cemento y lágrima.
Sentóse a descansar como si fuese sábado,
comió su pobre arroz como si fuese un príncipe,
bebió y sollozó como si fuese un náufrago,
danzó y se rió como si oyese música
y tropezó en el cielo con su paso alcohólico.
Y flotó por el aire cual si fuese un pájaro,
y terminó en el suelo como un bulto fláccido,
y agonizó en el medio del paseo público.
Murió a contramano entorpeciendo el tránsito.
Amó aquella vez como si fuese el último,
besó a su mujer como si fuese única,
y a cada hijo suyo cual si fuese el pródigo,
y atravesó la calle con su paso alcohólico.
Subió a la construcción como si fuese sólida,
alzó en el balcón cuatro paredes mágicas,
ladrillo con ladrillo en un diseño lógico,
sus ojos embotados de cemento y tránsito.
Sentóse a descansar como si fuese un príncipe,
comió su pobre arroz como si fuese el máximo,
bebió y sollozó como si fuese máquina,
danzó y se rió como si fuese el próximo
y tropezó en el cielo cual si oyese música.
Y flotó por el aire cual si fuese sábado,
y terminó en el suelo como un bulto tímido,
agonizó en el medio del paseo náufrago.
Murió a contramano entorpeciendo el público.
Amó aquella vez como si fuese máquina,
besó a su mujer como si fuese lógico,
alzó en el balcón cuatro paredes fláccidas,
Sentóse a descansar como si fuese un pájaro,
Y flotó en el aire cual si fuese un príncipe,
Y terminó en el suelo como un bulto alcohólico.
Murió a contramano entorpeciendo el sábado.
(1971)
Quizás la consigna más difícil del modulo 1. A continuación, algunos destellos de faros que pueden usar para guiarse:
- No es necesario ser originales en el tema: pueden utilizar relatos ya conocidos por la cultura (leyendas, mitos urbanos o rurales, cuentos, novelas, noticias del diario, de revistas, argumentos de películas, etc); o por el contrario, todos tenemos alguna buena anécdota de la que agarrarnos.
- Pueden usar como cimiento, para no detenerse mucho en el aspecto musical, la estructura, armonía y melodía de alguna canción que les guste.
- Así mismo, pueden usar una estructura silábica de alguna canción para construír sus propios versos. Y luego ponerle, o no, una melodía nueva.
Ejemplo (de La Tormenta):
Yo tuve un gran amor
Durante un chaparrón…
Cambiada:
Aquí voy a contar
Una historia normal…
- De encontrarse realmente trabados con el texto, pueden intentar construír una melodía sobre la cual se pueda trabajar mas adelante para este fin.
Algunos ejemplos de canciones narrativas: Peperina (Seru Giran), Mariel y el capitán (Sui Generis), Cachito (Leon Gieco), El tío Marcial (Javier Krahe), 11 y 6 (Paez), La tormenta (Brassens/Krahe), El viejo Leon (Brassens), y casi todo Brassens podría funcionar de ejemplo, Madeleine (Jaques Brel), Who killed Davey Moore? (Bob Dylan), Mujer mala (Albert Pla), Corriente alterna (Leo Masliah), El oso (Moris), Cocaine Blues (Johnny Cash) y un largo etc
Brassens // La tormenta
El testamento
Yo estaré triste como un sauce
cuando el Dios que me sigue por todas partes
me diga, la mano en el hombro
“Vete a ver si estoy allá arriba”. (1)
Entonces, del cielo y de la tierra
será necesario hacer mi duelo.
¿Está aún de pié la encina
o el pino de mi ataud?
Si hay que ir hasta el cementerio
yo tomaré el camino más largo
yo haré novillos el día de mi funeral
yo dejaré la vida a empujones
Tanto peor si los enterradores me regañan
tanto peor si me creen loco de atar
Yo quiero partir para el otro mundo
tomando el camino más largo.
Antes de ir a hacer requiebros
a las bellas almas de las condenadas
sueño aún con un amorcito
sueño aún con liarme con unas faldas
decir aún una vez “te quiero”
perder aún una vez el norte
desojando el crisantemo
que es la margarita de los muertos.
Dios quiera que mi viuda se duela
al enterrar a su compañero
y que para hacer que vierta lágrimas
no hagan falta cebollas.
Que ella tome en segundas nupcias
un esposo de mi aspecto
él podrá aprovechar mis botas
mis pantuflas y mis vestidos.
Que beba mi vino, que ame a mi mujer
que fume mi pipa y mi tabaco
pero que nunca- por mi alma-
nunca azote a mis gatos
aunque yo no tengo un átomo
una sombra de maldad
si azota mis gatos, habrá un fantasma
que vendrá a perseguirlo.
Aquí yace una hoja muerta
aquí acaba mis testamento.
Han escrito encima de mi puerta
“Cerrado por causa de defunción”.
Yo he dejado la vida sin rencor
no me dolerán más los dientes
Aquí estoy en la fosa común
la fosa común del tiempo.
(1) Es un juego de palabras con la expresión francesa “va-t’en voir si j’y suis” (ve a ver si estoy allí) que se utiliza para echar a alguien de nuestro lado, para decirle a alguien que se vaya y nos deje tranquilo.
El viudo del submarino (Juan Antonio)
Mi novia se fue en un barco
en la Segunda Guerra Mundial
y un submarino de Hitler
mandó ese barco al fondo del mar.
Mi novia era bonita,
el barco era español,
por un error de distancia
Rodolfo Hitler me destrozó.
Nunca he podido olvidarla,
mi novia era fenomenal.
Siempre que pelo una gamba
recuerdo su forma de besar.
Y cuando pelo un centollo,
langosta o langostino
me acuerdo de que soy viudo.
Yo soy el viudo del submarino.
EN EL FONDO DEL MAR TENGO YO
UNA NOVIA EN SILENCIO.
UN POQUITO DE PESCAÍTO FRITO
ME TRAE SU RECUERDO.
LE PREGUNTO A TODAS LAS ALMEJAS
SI ALGUNA LA HA VISTO.
ES MI PENA MÁS LARGA
QUE LA BARBA DE JESUCRISTO.
CUANDO LLEGA EL VERANO ME VOY
A LLORAR HASTA FUENGIROLA,
SOY UN PRESO QUE TIENE LA BOLA
EN EL FONDO DEL MAR.
TORREBENALMÁDENA
SABE QUE NO QUIERO NÁ
MÁS QUE VER A MI NOVIA VOLVER
DEL FONDO DEL MAR.
Estudio cartografía
e hice la mili como hombre-rana
y se más nombres de peces
que el dueño de una pescadería.
Me enrolé en el Calipso.
Me ha adoptado Jacques Cousteau
y cuando bajó al abismo
su batiscafo, dentro iba yo.
Nunca he podido olvidarla.
Tal vez ya sea sólo coral.
Tal vez alguna ballena
la haya cubierto de gris ámbar.
Que las mantas la arropen,
que las estrellas la alumbren,
que sean los equinodermos
dulces y tiernos,
como es costumbre.
Juan Antonio Castillo (Juan Antonio Canta)
---------------------------
Who killed Davey Moore? (Bob Dylan)
Who Killed Davey Moore?
Who killed Davey Moore,
Why an' what's the reason for?
"Not I," says the referee,
"Don't point your finger at me.
I could've stopped it in the eighth
An' maybe kept him from his fate,
But the crowd would've booed, I'm sure,
At not gettin' their money's worth.
It's too bad he had to go,
But there was a pressure on me too, you know.
It wasn't me that made him fall.
No, you can't blame me at all."
Who killed Davey Moore,
Why an' what's the reason for?
"Not us," says the angry crowd,
Whose screams filled the arena loud.
"It's too bad he died that night
But we just like to see a fight.
We didn't mean for him t' meet his death,
We just meant to see some sweat,
There ain't nothing wrong in that.
It wasn't us that made him fall.
No, you can't blame us at all."
Who killed Davey Moore,
Why an' what's the reason for?
"Not me," says his manager,
Puffing on a big cigar.
"It's hard to say, it's hard to tell,
I always thought that he was well.
It's too bad for his wife an' kids he's dead,
But if he was sick, he should've said.
It wasn't me that made him fall.
No, you can't blame me at all."
Who killed Davey Moore,
Why an' what's the reason for?
"Not me," says the gambling man,
With his ticket stub still in his hand.
"It wasn't me that knocked him down,
My hands never touched him none.
I didn't commit no ugly sin,
Anyway, I put money on him to win.
It wasn't me that made him fall.
No, you can't blame me at all."
Who killed Davey Moore,
Why an' what's the reason for?
"Not me," says the boxing writer,
Pounding print on his old typewriter,
Sayin', "Boxing ain't to blame,
There's just as much danger in a football game."
Sayin', "Fist fighting is here to stay,
It's just the old American way.
It wasn't me that made him fall.
No, you can't blame me at all."
Who killed Davey Moore,
Why an' what's the reason for?
"Not me," says the man whose fists
Laid him low in a cloud of mist,
Who came here from Cuba's door
Where boxing ain't allowed no more.
"I hit him, yes, it's true,
But that's what I am paid to do.
Don't say 'murder,' don't say 'kill.'
It was destiny, it was God's will."
Who killed Davey Moore,
Why an' what's the reason for?
------------------------------------------
Pasa la gorra (Juan Antonio Canta)
------------------------------------------
Corriente alterna (Leo Masliah)
No sé por qué te fuiste ni por qué después
al poco tiempo te dio por volver
no sé por qué no sé por qué
tomaste aquella triste decisión
de abandonarme y cual fue la razón
de tu regreso y qué pasó
que al otro dia te volviste a ir
no me diste ni tiempo de decirte
preguntarte si esa vez
regresarías como la anterior
ni si te ibas en busca de amor
y si fue así supongo que
no lo encontraste y fue por eso que
volviste pero cuando te apreté y
te pregunté qué plan tenés
me contestaste muy asi nomas
con evasivas y casi te vas
pero esa vez no te dejé
porque de un brazo fuerte te agarré
pero fue inutil porque cuando me acosté
senti la puerta y eras vos
que te pelabas sin decir adiós
capaz que fue mejor para los dos
pero muy malo para mi
por eso me alegré cuando te vi
que regresabas pero no entendi
por qué enseguida me decis
que tu intención sigue siendo partir
y sin demora pasas a cumplir
tu anuncio y me dejas ahi
sin esperanza con respecto a ti
pero con la sorpresa de que asi
como te vi partir también
te vi volver y te escuché muy bien
decir que nunca me ibas a dejar
para después saber faltar
a tu palabra porque sin piedad
te fuiste a algun rincón de la ciudad
que al parecer no te gustó
porque si no no entiendo qué te dio
por dar la vuelta y pedirme perdón
pero enseguida, ¡maldición!
me abandonaste y desde aquella vez
te fuiste y regresaste mas de diez
o veinte veces es que ya
perdi la cuenta y la velocidad
de tu continuo ir y venir se va
volviendo cada vez mayor
ni bien te fuiste por el ascensor
la puerta se abre y estas otra vez
ahi no sé si es que volvés
ya es imposible adivinar qué hacés
si te estas yendo o a la misma vez
estas viniendo ya no estas
aca ni alla como venis te vas
tu cara ya no se distingue mas
apenas en el corredor
se ve una larga franja del color
de tu vestido sos como un ciclón
un huracan sin dirección
un haz de luz cada vez mas veloz
ya nadie puede verte ya no sos
mas que una tenue sensación
un sutil, fugaz coloración
en las baldosas de ese corredor
y la portera ya subió
trayendo el balde con el secador
le digo doña deje por favor
y me contesta no señor
el corredor lo tengo que limpiar
y yo le explico que te va a borrar
si pasa el trapo por ahi
pero ella cree que me enloquecí
no sabe nada de lo que yo vi
y un golpe de agua con jabón
te lleva entera junto a la ilusión
de averiguar un dia en qué vagón
viaja el secreto de tu corazón.
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague
chicos encontré una traducción en internet, no se qué tal está
ahi va
Amó aquella vez como si fuese última,
besó a su mujer como si fuese última,
y a cada hijo suyo cual si fuese el único,
y atravesó la calle con su paso tímido.
Subió a la construcción como si fuese máquina,
alzó en el balcón cuatro paredes sólidas,
ladrillo con ladrillo en un diseño mágico,
sus ojos embotados de cemento y lágrima.
Sentóse a descansar como si fuese sábado,
comió su pobre arroz como si fuese un príncipe,
bebió y sollozó como si fuese un náufrago,
danzó y se rió como si oyese música
y tropezó en el cielo con su paso alcohólico.
Y flotó por el aire cual si fuese un pájaro,
y terminó en el suelo como un bulto fláccido,
y agonizó en el medio del paseo público.
Murió a contramano entorpeciendo el tránsito.
Amó aquella vez como si fuese el último,
besó a su mujer como si fuese única,
y a cada hijo suyo cual si fuese el pródigo,
y atravesó la calle con su paso alcohólico.
Subió a la construcción como si fuese sólida,
alzó en el balcón cuatro paredes mágicas,
ladrillo con ladrillo en un diseño lógico,
sus ojos embotados de cemento y tránsito.
Sentóse a descansar como si fuese un príncipe,
comió su pobre arroz como si fuese el máximo,
bebió y sollozó como si fuese máquina,
danzó y se rió como si fuese el próximo
y tropezó en el cielo cual si oyese música.
Y flotó por el aire cual si fuese sábado,
y terminó en el suelo como un bulto tímido,
agonizó en el medio del paseo náufrago.
Murió a contramano entorpeciendo el público.
Amó aquella vez como si fuese máquina,
besó a su mujer como si fuese lógico,
alzó en el balcón cuatro paredes fláccidas,
Sentóse a descansar como si fuese un pájaro,
Y flotó en el aire cual si fuese un príncipe,
Y terminó en el suelo como un bulto alcohólico.
Murió a contramano entorpeciendo el sábado.
(1971)
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